segunda-feira, 28 de abril de 2008

Jornalistas do Nordeste discutem investimentos sociais em cadeias produtivas

Evento da Fundação BB reunirá mais de 100 profissionais da imprensa em Teresina

Brasília- A Fundação Banco do Brasil está reunindo, em Teresina/PI, mais de cem profissionais da imprensa, hoje e amanhã, durante o II Encontro de Jornalistas do Nordeste. Todos os estados da região estarão representados por profissionais de televisão, rádio, jornal, revista e internet.
O objetivo do evento, cujo tema é mídia e investimentos sociais em cadeias produtivas, é difundir a economia solidária e o modelo de investimento social da Fundação Banco do Brasil, visando qualificar a cobertura da mídia sobre o tema.
No Nordeste, a Fundação BB já realizou 1.974 ações desde 2003, o que resulta em investimentos sociais de mais de R$ 146,9 milhões. As ações são focadas em educação e geração de renda. Os debates abordarão a relação da mídia com a sustentabilidade, as políticas públicas e o protagonismo social.
Todos os participantes do encontro terão oportunidade de conhecer os investimentos da Fundação BB em cajucultura e apicultura, no Piauí, que já receberam recursos de R$ 18,9 milhões. Em Picos, estão localizadas a Casa Apis, unidade central de processamento de mel, e a Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi). Uma visita à cidade integra a programação do evento, de forma a permitir que os jornalistas percorram as instalações de ambas as entidades e conheçam seu funcionamento.

Relevância

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, a oportunidade de reunir tão expressivo número de comunicadores para discutir a prática da notícia em temáticas sociais a partir do enfoque em cadeias produtivas, é de significativa relevância. “A instituição busca manter uma relação personalizada com os jornalistas, que são freqüentemente convidados a conhecer de perto os investimentos sociais em seus estados, para que assim possam informar a população”, diz Jacques Pena.
Em 2005, a primeira edição do evento, realizada no Ceará, reuniu cerca de 40 profissionais. “O aumento no número de participantes é uma prova de que estamos no caminho certo no sentido de promover fóruns de discussão junto aos jornalistas. O melhor é perceber que eles se interessam cada vez mais pelas questões sociais que, afinal, são de todos nós”, afirma.
O II Encontro de Jornalistas do Nordeste tem início, às 8h30 da segunda-feira 28, com a realização de oficina “Mídia e sustentabilidade: por uma cobertura qualificada e propositiva”, que terá como facilitadores o gerente de Comunicação e Mobilização Social da Fundação Banco do Brasil, Claiton Mello, e as jornalistas Carla Aragão e Daniela Silva.
Segundo Carla Aragão, também coordenadora executiva da Cipó Comunicação Interativa, de Salvador/BA, eventos como o II Encontro de Jornalistas do Nordeste são de extrema importância para contribuir com a capacitação dos profissionais que atuam nas redações. “Muitas vezes afastados há anos da universidade, eles têm pouco tempo e oportunidade de qualificar a cobertura e aprofundar a discussão sobre algumas temáticas, especialmente as questões sociais”.

Qualidade

A proposta da oficina, de acordo com Carla, é realizar um diagnóstico da cobertura da mídia e apontar, em conjunto com os jornalistas, caminhos para o aperfeiçoamento. “A cobertura de qualidade de temas como economia e política sempre foi privilegiada nas redações. O cruzamento deles com as questões sociais é um exercício novo, não apenas nas redações, mas no país”.
Já Claiton Mello espera que as discussões possam contribuir para uma melhor compreensão, por parte dos atores sociais da mídia, acerca do papel das organizações sociais e das políticas públicas no desenvolvimento sustentável das comunidades nordestinas.
Na tarde do primeiro dia do evento, o tema do debate será mídia e investimentos sociais em cadeias produtivas. Da mesa-redonda, participam o presidente da Fundação, Jacques Pena, o repórter especial da Rede Globo de Televisão, Marcelo Canellas, e o secretário-adjunto nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Fábio Sanchez.
Na opinião de Canellas, é sempre um privilégio para qualquer jornalista dar uma parada no ritmo frenético de trabalho e refletir sobre o tipo de jornalismo que se está fazendo. “Acredito que, quando discutimos o protagonismo das pessoas que não têm voz e que estão resolvendo seus problemas com as próprias mãos, é sinal de que estamos fazendo a coisa certa”.

Desconhecimento

O jornalista é enfático quando diz que existe uma multiplicidade de manifestações criativas e expressões de engenho do povo brasileiro que não aparecem na mídia. “A nossa obrigação, como jornalistas, é mostrar o que está errado e apontar o caminho”. Na mesa-redonda, ele pretende identificar o porquê de os comunicadores não atenderem essas demandas, qual a razão disso, e qual, em sua opinião, deve ser a postura do jornalista diante das contradições da sociedade brasileira.
Fábio Sanchez acredita que o II Encontro de Jornalistas de Nordeste é uma iniciativa fundamental para aproximar as políticas de desenvolvimento local, com foco em sustentabilidade e economia solidária, do grande público por meio de órgãos de imprensa e jornalistas. “Há muita coisa acontecendo na base e que permanece desconhecida do grande publico”. Ele adianta que, na sua provocação, vai abordar as políticas públicas desenvolvidas no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego para fomentar a economia solidária no Nordeste.
A terça-feira 29 será reservada às visitas à Central de Cooperativas Apícolas do Semi-Árido Brasileiro (Casa Apis) e à Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi).


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