quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Grito da Terra discute situação do Joana D’Arc com o Incra


Presidente do STTR, Luís Pires denuncia dezoito
cobras encontradas na escola do Joana D'Arc
Porto Velho (RO) -  O primeiro item da pauta de reunião entre representantes do Grito da Terra e Incra foi concluído nesta manhã, quando foi tratada a situação das famílias dos projetos de assentamento Joana D’Arc afetadas pelas obras da usina de Santo Antônio. A reunião está acontecendo no auditório do Incra em Porto Velho, desde às 8h30.
 Participam a presidente substituta do Incra, Érika Borges, o representante da Confederação Brasileira de Trabalhadores da Agricultura (Contag), Zenildo Pereira Xavier, o superintendente regional do Incra/RO, Luis Flavio Carvalho Ribeiro, o presidente da Fetagro, Fábio Menezes, o presidente da CUT Rondônia, Itamar Ferreira, gestores e técnicos do Incra e representantes dos assentados.
 Após os relatos dos moradores do Joana D’Arc e seus representantes, denunciando impossibilidade de cultivar a terra devido aos alagamentos, cobras nas salas de aula, falta de estradas, malária e intoxicação com os mosquiteiros fornecidos pela empresa, a direção nacional do Incra afirmou que o lado das instituição é “o lado dos beneficiários da reforma agrária”. “Sabemos do sofrimento diário e vamos estar juntos com vocês durante todo o processo até a chegada de um consenso sobre a situação do Joana D’Arc, e vamos trabalhar para encurtar esse processo”, afirmou Érika Borges.
 O superintendente do Incra/RO ressaltou a importância de se buscar uma solução em conjunto e passou às mãos dos representantes dos trabalhadores os estudos realizados pelo órgão atendendo às reivindicações do movimento.
 Haverá uma reunião na presidência do Incra em Brasília no dia 12 de setembro, com a participação da Santo Antônio Energia S.A. e representantes dos assentamentos, que vai discutir a avaliação da empresa sobre o relatório de impactos entregue pelo Incra no dia 23 de agosto.
 O representante da Contag disse que essa situação será levada à presidente Dilma Rousseff. “Se o país tem recurso para construir estádios tem que ter para resolver a situação desse povo. Não é fácil, mas é possível e vamos buscar uma resposta rápida e objetiva”, assegurou.
 Entre as deliberações o Incra se comprometeu a solicitar apoio à CPRM - Serviço Geológico do Brasil em estudos complementares do lençol freático da região, realizar um levantamento sobre possíveis áreas para reassentamento das famílias impactadas e fornecer em caráter emergencial cestas básicas às famílias do local que estão em situação de insegurança alimentar. “As famílias não vão ficar desassistidas nesse processo. É o nosso compromisso”, garantiu a presidente.
 Até o momento a Santo Antônio Energia indenizou 213 famílias do Joana D'Arc e 37 estão em fase de conclusão das negociações. Outras 262 reclamam da impossibilidade de viver e tirar seu sustento em seus lotes do assentamento.

 O grito da Terra apresentou vinte itens em sua pauta de reivindicações ao Incra incluindo regularização fundiária, revisão de valores de títulos de terras, infraestrutura nos assentamentos, como estradas, assistência técnica, habitação, energia e água, extensão de políticas públicas para a agricultura familiar aos que vivem nos acampamentos e estruturação do órgão com ampliação do número de servidores.





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