quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Notícias de Rolim de Moura (R)

CAMPEONATO MUNICIPAL DE FUTEBOL CONSAGRA GUARANI CAMPEÃO.


No ultimo domingo (03), o Estádio Ângelo Cassol – o Cassolão, sediou a final do Campeonato Municipal de Futebol na Categoria Titular e Aspirante. A disputa entre as equipes 2 de abril, da Linha 196, lado norte, e Guarani, da Linha 188, lado norte, foi acirrada, sendo definido nos pênaltis, fechando o placar em 3X1 para o Guarani.
O Campeonato Municipal iniciou no dia 18 de outubro, onde contou com a participação de 48 equipes inscritas, sendo 24 na Categoria Titular e outras 24 na Aspirante. Equipes da Zona Urbana e Rural participaram das competições.
A idéia de resgatar o campeonato partiu do vereador Rodnei Paes, sendo prontamente acatada pelo Poder Executivo Municipal, por meio da Superintendência de Esporte. Sem interesse financeiro, mas, como forma de entretenimento e lazer, as inscrições foram gratuitas, o único critério exigido era de que as equipes fossem do município.
O superintendente de Esporte, Claudio Roberto – o Claudinho, comenta sobre esta iniciativa. “Esta idéia realmente deu certo, pois conseguimos proporcionar momentos agradáveis de descontração para os amantes do esporte do município. Através desta experiência, com certeza repetiremos a dose neste ano com um novo campeonato”, declarou.
Já o vereador Rodnei, destacou a importância de valorizar o esporte. “Sempre fui um grande incentivador do Esporte em nosso município, acredito que temos muitos talentos a serem descobertos, sendo assim, tive a idéia de promovermos um Campeonato Municipal, o melhor de tudo é que realmente deu certo”.
Flexível à ações que beneficiem a população de Rolim de Moura, o prefeito Tião Serraia conta como tudo teve início. “O vereador Rodnei Paes é um grande parceiro da nossa Administração, achei que seria uma ótima idéia realizar o campeonato, pois poderíamos levar a população um espetáculo pelo qual o brasileiro tem uma grande paixão – o Futebol”, contando ainda sobre os investimentos realizados em 2009 neste setor; “a prova do nosso incentivo ao esporte são as quadras que construímos, bem como outras que reformamos no ano que passou, levando mais comodidade aos nossos atletas”, finalizou.
Na final, disputaram na Categoria Aspirante, Juventus e União (Linha 172, lado Sul), o time da Zona Urbana – Juventus, levou a melhor, goleando União por 4 X 1 , conquistando o título. Já na categoria Titular, Guarani levou a melhor; na disputa contra o 2 de Abril, o jogo terminou num eletrizante empate, 1X1, porém nos pênaltis o placar encerrou em 3X1 para o time da Linha 188, sendo o dono do Título em 2009.
- PREMIAÇÃO
Como congratulação aos Títulos, a Prefeitura de Rolim de Moura presenteou os ganhadores com troféu e prêmio em Dinheiro. O artilheiro e o goleiro menos vazado de cada categoria do Campeonato também foram premiados com troféus.

CATEGORIA TITULAR
1º Lugar – R$ 2.000,00
2º Lugar – R$ 1.000,00
3º Lugar – R$ 600,00
4º Lugar – R$ 400,00

CATEGORIA ASPIRANTE
1º Lugar – R$ 1.000,00
2º Lugar – R$ 500,00
3º Lugar – R$ 300,00.







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O Brasil já tem novo fabricante de Aviões Agrícolas e de Treinamento

Acaba de ser fundada a Airtechs, empresa no interior de São Paulo que desenvolveu o seu avião. Trata-se do Guará G200, um monomotor acrobático de dois lugares em tanden, ideal para o treinamento de pilotos militares e civis. Este avião tem despertado o interesse de vários países da América Latina, por ser uma aeronave de baixo custo e ser oferecido com duas opções de motor, o americano Lycoming, de 200 HP, a gasolina, ou com o motor francês SMA, de 230 HP, movido a querosene Jet Á1, que utiliza ciclo diesel.

Este projeto deslanchou pela ousadia de um apaixonado pela aviação: Jesus Rodrigues, que desde jovem tinha um sonho, ser piloto de avião e aos 21 anos conquistou o brevê no aeroclube de São Paulo. Após isso comprou seu primeiro avião e trabalhou com táxi aéreo na região amazônica. Lá descobriu um nicho de mercado ao comprar e reformar aviões. Numa dessas atividades, conheceu e associou-se ao Engenheiro Carlos Gonçalves, um expert em modelos de treinamento, que já possuía experiência no projeto e fabricação de aeronaves, como o Uirapuru e o Tangará. A jornada não foi fácil, foram anos de trabalhos intensos, fins de semana dedicadas ao projeto e montagem do protótipo, noites sem dormir dentro do hangar X10 do CTA em São José dos Campos. Coincidentemente foi nesse mesmo hangar que nasceu o Bandeirante, o primeiro avião da Embraer. Jesus Rodrigues fala com gratidão da ajuda recebida do Engenheiro Ozires Silva, na época presidente da Embraer e do Brigadeiro Taveiras, comandante do CTA. Ajuda essas de grande importância, pois levaram o Guará G200 ao seu primeiro vôo, a partir do X-10.
Para aqueles que acreditam que fabricar um avião no Brasil é um plano ambicioso, a Airtechs avança com força na área da Aviação Agrícola. Em atendimento a crescente demanda no país foram desenvolvidos o Guará G300 e o Guará G400. Aeronaves estas que estarão disputando o mercado já em 2010 e 2011.
O Guará G300 é destinado à pulverização agrícola com capacidade de 600 quilos. Esta aeronave foi projetada a partir do Guará G200 e possui estrutura totalmente metálica, com grande poder de manobra, destinada a propriedades de tamanho médio. Já o Guará G400 tem capacidade de 1.000 quilos. Seu projeto é inovador no mercado. O tanque de defensivo é posicionado atrás do piloto e desenvolvido de forma garantir sua segurança. Sua estrutura é em material composto e destinado a grandes propriedades.
Rodrigues é enfático ao falar sobre segurança, para ele é o item mais importante na aviação, por isso a cabine do Guará G300 e G400 foram projetadas e constituídas de tal forma a preservar a integridade do piloto, tal como nos carros de corrida atuais, o cockpit é uma célula de segurança.
A Airtechs aponta as vantagens na aplicação da Aviação Agrícola.
Rapidez: é a característica mais evidente para a aplicação agrícola, pois cobre grandes áreas em curto espaço de tempo, sendo assim a maior responsável pela eficácia no tratamento de doenças e combate a pragas.
Uniformidade da aplicação: Como o avião aplica em velocidade praticamente constante, e não sofre influência das condições do terreno como umidade, vales e montanhas , a uniformidade de distribuição é excelente.
Independência das condições do terreno: O avião não necessita aguardar que o solo seque, após um período de chuva, pois não depende dele para a aplicação. Assim que cessam as chuvas pode ser iniciada a pulverização.
Não provoca danos à lavoura: A pulverização aérea não causa perdas por danos diretos à plantação como amassamento ou compactação do solo. Alguns dados indicam que a redução de colheita devida a danos ocasionados pelo uso de equipamentos terrestres pode chegar a 5%, ou 2 sacas de soja por hectare.
O nome Guará foi emprestado de uma das mais belas aves. Essa ave povoava todo o litoral da América do Sul e de algumas localidades da América Central. Possui a cor vermelha, pois habita os mangues e tem no caranguejo e siri seu principal alimento. Sua presença era muito intensa, a ponto do Padre José de Anchieta em 1560 dar o nome Guará Parim a um povoado do Espírito Santo, que significa ninhos de Guará, hoje o nome oficial desta cidade é Guarapari. A ave Guará esteve a beira da extinção, a beleza das suas penas causava muito cobiça, pois era usada como adornos, mas hoje já está em recuperação e pode ser vista com certa freqüência no litoral de São Paulo e outros estados. A revoada de Guarás contrasta o vermelho forte da suas penugens com o azul do céu e é tão linda, que quem vê jamais esquece.
Texto de: Eng. Reinaldo Ribeiro da Silva

reinaldo.silva@plasmatec.com.br

(12) 3909-1300







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Pulseiras do sexo

Vocês podem achar que é uma besteira, mais para os pedófilos é apenas mais uma vitima!

À primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos de crianças parece inocente.
Mas na realidade elas são um código para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao sexo propriamente dito.
Poderia confundir-se com mais uma daquelas modas que pega, uma vez que é usado por milhares em várias escolas primárias e preparatórias no Reino Unido e custam apenas uns centavos em qualquer banca ao virar da esquina.
Mas as diferentes cores das ditas pulseiras de plástico – preto, azul, vermelho, cor-de-rosa, roxo, laranja, amarelo, verde e dourado – mostra até que ponto os jovens estão dispostos a ir, se proporcionar, desde dar um beijo até fazer sexo.
Andam uns atrás dos outros nos recreios das escolas, na tentativa de rebentar uma das pulseiras. Quem a usava terá de “oferecer” o ato físico a que corresponde à cor. É o "último grito” comportamento promíscuo que sugere, cada vez mais, que a inocência da infância pertence a um passado distante.
Quase tão chocante como as "festas arco-íris” – encontros com muito álcool e droga à mistura, em que as meninas usam batons de cores diferentes para deixar a “marca” nos rapazes após o sexo oral -, as “pulseiras do sexo”, que custam apenas um euro (um pacote com várias), têm um custo maior que foge ao alcance de muitos pais.
Significado das cores:
» Amarela é a melhor porque significa das um abraço no rapaz;
» Laranja - significa uma “dentadinha do amor”;
» Roxa – já dá direito a um beijo com língua;
» Cor-de-rosa – a menina tem de lhe mostrar o peito;
» Vermelha – tem de lhe fazer uma lap dance;
» Azul – fazer sexo oral praticado pela menina;
» Verdes – são as dos chupões no pescoço;
» Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
» Dourada – fazer todos citados acima;
Símbolo de respeito
Como quase em tudo nestas idades, existe um estigma por detrás das pulseiras: quem não as usar é excluído e quem usar as cores preto e dourado é mais respeitado. “No meu grupo da escola, a líder – que serve de exemplo para todos – só usa pulseiras pretas e douradas. Todos os rapazes da minha turma usam pretas e se uma rapariga também usa, eles gostam todos dela”, conta a criança de 12 anos.
Shannel Johnson, de 32 anos, descobriu através da filha, de oito, o significado das pulseiras e admitiu ao The Sun que nunca suspeitaria do código subjacente. Quando a filha Harleigh lhe disse que se alguma rebentasse, tinha de fazer um “bebe com um rapaz”, Shannel teve uma conversa com a filha, chamando-a à realidade.
Esta mãe, preocupada, começou a pesquisar na Internet e descobriu sites onde se vendiam as pulseiras, grupos no Facebook e fóruns de menores a discutir quem usava que cores. Enquanto alguns pais já confiscaram as pulseiras, muitos continuam na ignorância do significado destes acessórios aparentemente da moda.

Muita atenção, estas pulseiras já chegaram ao Brasil!







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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ASSASSINATOS DE REPUTAÇÃO

As autoridades abusam, você paga

Por Carlos Brickmann em 12/10/2009


Houve o caso da Escola Base, um clássico de abusos das autoridades, com a feroz colaboração da imprensa; e, quase tão famoso, o caso do Bar Bodega, que agora chega a uma conclusão, com a condenação do Estado a indenizar o acusado preso injustamente, pela acusação fabricada de assalto e assassínio.

O caso ocorreu em 1996. Foram 13 anos de luta judicial, portanto. O Bar Bodega, em São Paulo, foi assaltado. Dois clientes foram mortos. Alguns suspeitos confessaram, depois de "habilmente interrogados"; e ficaram presos preventivamente até que os verdadeiros assaltantes e assassinos foram encontrados.

Um dos acusados, que além de ficar preso perdeu o emprego, moveu processo contra o Estado, por prisão indevida. Embora a prisão preventiva tivesse sido decretada pela Justiça, o Supremo Tribunal Federal decidiu que há "responsabilidade civil objetiva da entidade estatal". O voto do ministro Celso de Mello está aqui.

O caso é importante: pode colocar um freio no hábito de punir o cidadão, antes que qualquer tribunal se manifeste, com o espetáculo da detenção, devidamente documentado pela TV, mais a privação da liberdade por um longo período, com as penas acessórias, sempre impostas à revelia dos processos judiciais legais, de prejuízos materiais elevados e destruição de reputação. Importante: embora, no caso do Bar Bodega, tenha havido denúncias de tortura, não houve como comprová-las. A obrigação de indenizar foi decidida pela prisão do inocente, não por eventuais torturas que tenha sofrido.

É fato, também, que as irregularidades foram cometidas por agentes do Estado, enquanto a conta cairá nas costas do contribuinte – nas suas costas, caro leitor, caro colega. É uma distorção que precisa ser corrigida, para que a conta recaia em quem cometeu os abusos, e não apenas sobre quem paga seus salários. Outra distorção que precisa ser corrigida é a leniência com que se observa, nesses casos, o papel dos meios de comunicação: quem colabora com os abusos deve também responder por isso.



A lembrar

É definida, em lei, a duração máxima da prisão a que um suspeito pode ser submetido. Esta duração vem sendo sistematicamente ignorada. Os presos podem ser esquecidos por muito tempo sem julgamento – e isso é tão nocivo, para o correto funcionamento da sociedade, quanto assassinos confessos e condenados que ficam em liberdade.



Kafka é aqui

Nesse tipo de caso que o Supremo Tribunal Federal acaba de condenar, a passividade da imprensa é espantosa: a defesa padrão, quando se comprova que errou feio, sempre contra os inocentes, é dizer que apenas transcreveu o que disseram as autoridades. Em resumo, confessam que erraram por confiar nas autoridades, quando sua obrigação é desconfiar sempre.

Há pouco tempo, no Rio Grande do Sul, o Ministério Público Federal concedeu entrevista coletiva para comunicar que havia denunciado a governadora do estado, deputados federais e deputados estaduais por improbidade administrativa. Entretanto, não informou quais eram as acusações, alegando "segredo de Justiça". O segredo de Justiça existe, está na lei; só que se refere a casos de segurança nacional ou que envolva direito de família, principalmente nos casos de proteção a menores. E processar alguém sem que se diga o motivo rendeu um livro famoso, de Franz Kafka: chama-seO Processo. Hoje,O Processo virou coisa comum. A imprensa aceita, divulga e bajula os acusadores. E não mostrou sequer o ridículo de uma entrevista coletiva cujo objetivo era negar informações.



Ameaça privada

A viúva de um dos passageiros do Boeing da Gol que caiu após o choque com um Legacy tripulado por dois americanos entrou com um processo contra Joe Sharkey, o jornalista que estava a bordo do jatinho e que é uma das principais testemunhas do acidente. Estranhíssimo: Sharkey é tão vítima do choque aéreo, embora tenha sobrevivido a ele, quanto o marido da senhora que o processa. Era passageiro, não pilotava o avião, não fazia parte da tripulação. Só há uma explicação para o processo: a antiga mania de culpar os porta-vozes pelas más notícias que trazem.

E, cá entre nós, acusar Sharkey de atentar contra a honra do Brasil por ter supostamente dito (ele nega) que somos tupiniquins e atrasados é de doer. Joelmir Beting, sobre cuja ligação com o Brasil não pode pairar a menor dúvida, é um dos que mais se referem às coisas brasileiras como tupiniquins. A candidata Dilma Rousseff também usou a expressão outro dia, para se referir a alguma manifestação de atraso. E quem disse que chamar os brasileiros pelo nome de uma de suas famílias indígenas é ofensivo? No caso, parece mais é preconceito.



Ameaça pública

Na Argentina, quem ameaça a imprensa de que não gosta é a presidente Cristina Kirchner. Pressiona o grupo Clarín, que lhe faz oposição; ameaça estatizar a fábrica de papel de imprensa, numa ameaça de sufocamento dos adversários. Mau sinal: mostra que a situação política, ou econômica, ou político-econômica, vai mal. É nessas horas que os governos costumam voltar-se contra os meios de comunicação, apontados como causadores das más notícias que apenas divulgam.



Ora, bolas!

Não é fácil encontrar um colunista como ele: nos seus tempos de jornal, passeou entre os concorrentesDiário da Noite eÚltima Hora, e sempre carregou junto os leitores de sua coluna humorística "Ora, Bolas!" Também não é fácil encontrar um publicitário como ele: foi quem criou uma série famosa, na Almap, para a cerveja Antarctica, "nós viemos aqui pra beber ou pra conversar?" No marketing político, foi também um homem de êxito, e seu livroComo vencer eleições usando rádio e TV se transformou em referência no ramo. Sérgio Andrade, o Arapuã, morreu há dias, aos 81 anos.

"Ora, Bolas!" ajudou a celebrizar o presidente da Federação Paulista de Futebol, João Mendonça Falcão – aquele que anunciou o jogo do Brasil contra os belgicanos. As piadas de Arapuã sobre Falcão foram usadas, mais tarde, trocando-se apenas o personagem: saiu Falcão, entrou Vicente "quem está na chuva é pra se queimar" Matheus. Falcão podia não ser lá muito alfabetizado, mas era espertíssimo: tanto assim que, em vez de sentir-se ridicularizado pelas piadas de Arapuã, sentiu-se honrado, e encarnou o personagem. Jamais brigou com o colunista. Arapuã escreveu nos jornais enquanto a ditadura ainda não se consolidara; depois, quando seu humor de esquerda passou a ser perseguido, mudou de ramo. Para ele não houve problema: foi um vitorioso por onde passou. Mas nós, leitores, perdemos muito.



Modernidade

O Kindle, aparelho eletrônico de leitura, passa a ser vendido no Brasil pela Amazon – eO Globo lança simultaneamente sua edição digital própria para o Kindle (como diz o anúncio,O Globo pretende estar muito além do papel). Nos Estados Unidos, já há 200 mil e-books próprios para o Kindle, acessíveis por uma rede sem fio. Em português, por enquanto, há quase nada. O Kindle vale pelo jornal, por outros jornais que o adotarem e pela aposta no futuro; e é utilíssimo, neste momento, para quem lê inglês com facilidade. O Kindle está sendo posto à venda em cem países.



Modismo

Já são 179 os parlamentares federais que aderiram ao Twitter – um aumento de 142% em quatro meses. Agora é possível saber que Sua Excelência Fulano de Tal está chegando ao Congresso, ou preparando um discurso, ou almoçando, ou ouvindo o senador Eduardo Suplicy cantar algumstandard de Bob Dylan. É pelo Twitter que sabemos que o governador José Serra diz que gosta dos Beatles.

O número de parlamentares que usam o Twitter cresce explosivamente. E, como diria o poeta, "Para que? Para nada".



Como...

Da edição online de um jornal importante:

** "Sapatos de Imelda Marcos escapa de enchente nas Filipinas"

Assim mesmo: sujeito no plural, predicado no singular. E como é que os sapatos fizeram para escapar sem que ninguém os calçasse?



...é...

Da mesma edição, sobre o mesmo assunto, segue-se o texto:

** "Uma parte da famosa coleção de sapatos da ex-primeira dama das Filipinas Imelda Marcos conseguiu resistir às recentes enchentes que atingiram o país (...)"

Afinal de contas, os sapatos escaparam ou resistiram?



...mesmo?

De um grande portal noticioso:

** "Rio Tietê vai ter redes contra piranhas no interior"

Na foto, duas moças tomando banho num rio.



E eu com isso?

Papel aceita tudo, como garante uma velha definição de jornalismo. E a tela, então? Sem necessidade de gastar papel, que é caro, pode-se escrever à vontade:

** "Kate Hudson palita os dentes em jogo do New York Yankees"

** "Luana Piovani boceja em aeroporto"

** "Britney Spears compra um periquito"

** "Humberto Martins toma um lanche no aeroporto do Rio de Janeiro"

** "Sem dinheiro para comprar zebra, zoo pinta burro"

** "Caminhão atropela casa no RS"

** "Cantor Daniel namora e depois voa de asa delta"

** "Penélope Cruz circula com suposto anel de noivado"

Que será um "suposto anel de noivado"?



O grande título

Este não pode faltar: o título que não coube e entrou assim mesmo. E até ganhou um certo duplo sentido.

** "Frasco `escandaloso´ pisca e emite som para lembrar de tomar"

Há questões armamentistas e, ao mesmo tempo, políticas, mas sempre com um toque meio esquisito:

** "Dassault é privada e definirá se vai transferir tecnologia, diz Jobim"

Que maneira de se referir a uma possível parceira!

O melhor título da semana é doméstico:

** "Márcio Garcia fica todo orgulhoso com exibição de seu curta"

Este colunista é do tempo em que o contrário é que seria verdade.











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NO LLORES POR MI, ARGENTINA...

Kirchners & Chávez: diferenças e semelhanças na relação com a mídia

Por Alberto Dines em 12/10/2009


Convém distinguir generalizações são perigosas: o comportamento do casal Kirchner no tocante à mídia e à liberdade de expressão difere totalmente das opções adotadas pelo venezuelano Hugo Chávez.

A política de intimidação pode assemelhar-se; o modo de acionar os respectivos rolos compressores é diferenciado. Cristina e Nestor Kirchner são políticos experimentados, conservam inequívocos traços populistas e caudilhescos do inspirador do seu partido, Juan Perón, porém mantêm um respeito, ainda que difuso, pelos procedimentos democráticos. Chávez já foi de direita, agora é de esquerda, porém antes de tudo é um militar com ostensivos pendores para a truculência e nenhuma vocação para a negociação política ou para os rituais dos regimes representativos.

Convém acrescentar que no grupo de assessores mais próximos dos Kirchners estão alguns veteranos e brilhantes jornalistas portenhos, com um passado claramente progressista e que jamais poderiam ser acusados de sucumbir às tentações totalitárias.

A nova Lei do Audiovisual foi aprovada na madrugada de sábado com folgada margem pelo Senado argentino. O diário espanhol El País (um dos melhores do mundo, com larga circulação na Argentina) denunciou a estratégia de subornos empregada pelo governo para quebrar a oposição (sábado, 10/10, p.10). Provavelmente está certo, mas a tramitação da lei obedeceu às normas democráticas: foi aprovada pela Câmara e, no Senado, os debates estenderam-se ao longo de 16 horas. Em nenhuma das casas legislativas se produziram alterações nos 166 artigos da proposta original. Nenhum foi vetado – mesmo os mais draconianos e arbitrários.

Autoridade fiscalizadora

É preciso levar em conta que o atual Congresso será substituído em dezembro (como resultado das eleições de junho) por outro claramente anti-Kirchner, o que certamente produzirá regulamentações mais brandas e atenuadoras. Isto sem falar na anunciada batalha judicial através da qual os grupos de comunicação prejudicados – sobretudo o poderoso Clarín e o Uno – tentarão reverter itens mais abusivos.

O mais autocrático, o Artigo 161, dificilmente será mantido ou simplesmente será ignorado, porque foi contestado até por próceres peronistas. O prazo de um ano para que as empresas se adaptem à desconcentração pode ser catastrófico e provocar demissões em massa de jornalistas e técnicos.

Um dado que não pode ser desprezado é que o novo estatuto, pelo menos na aparência, não trata de conteúdo nem visa a controlar a liberdade de expressão. O objetivo é nitidamente desconcentrador. Se os meios de comunicação se assumem fundamentalmente como uma indústria, esta indústria deve ser regulada.

Uma Autoridade fiscalizará a execução da nova lei (tal como na União Européia e nos EUA com a FCC, Federal Communications Comission). Na versão argentina, a composição desta Autoridade favorece claramente o governo: dos seus sete membros, dois são indicados pelo Executivo, dois pelo Conselho Federal de Comunicação (cujos membros são escolhidos pelo governo) e os outros três são apontados pelo Legislativo.

Tratar com a devida eqüidistância

A divisão tripartite dos meios de comunicação (um terço para a iniciativa privada, outro para o governo e o terceiro para a sociedade civil) também é teoricamente desconcentradora, mas na prática pode resultar numa arrumação "chapa-branca", já que os sindicatos podem ser facilmente cooptados pelo oficialismo, antiga tradição peronista. A inclusão de entidades religiosas no terço da sociedade civil deve ser vista como concessão à poderosa igreja católica, extremamente preocupada com a avassaladora invasão das seitas evangélicas brasileiras em canais por assinatura.

As redações dos grandes jornais brasileiros finalmente voltaram a funcionar em horário normal no sábado (10/10) e assim as edições de domingo conseguiram oferecer aquele mínimo de atualidade que se espera dos diários. Embora nossa mídia não esconda sua ojeriza a qualquer medida reguladora, as manchetes podem ser classificadas entre "bem comportadas" a "ligeiramente sobressaltadas".

Globo e Folha ofereceram manchetes objetivas, praticamente iguais ("Senado argentino aprova Lei de Audiovisual" e "Congresso aprova lei de mídia de Cristina"). A do Estadão contrasta com a serenidade do texto ("Kirchners vencem no Senado e aumentam o poder sobre a mídia") [leia aqui e aqui].

Esta é uma "pauta" que a mídia brasileira não pode abandonar e tem a obrigação de tratar com a devida equidistância. A Argentina é logo ali e qualquer tentativa de manipulação provocaria justificadas reações e comprometeria o alto nível do time de correspondentes sediados em Buenos Aires.

terça-feira, 4 de agosto de 2009



Verbo Solto
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Uma pergunta para a imprensa: e daí?
Postado por Luiz Weis em 3/8/2009 às 9:09:08 PM



Se a imprensa fosse uma forma de medicina, a sua especialidade seriam crises agudas e não doenças crônicas.

Notícia, em sentido estrito, é o acontecimento que irrompe, não a situação conhecida que prossegue – embora raramente sejam claras as fronteiras entre o novo e o velho.

Quando apresenta as conexões de uma coisa com a outra, o jornalismo vai além de sua função primária de dar as últimas. Nessas ocasiões, se distingue como fonte de transmissão de conhecimentos e não apenas de informações pontuais, singulares.

A sua dificuldade hoje em dia é conciliar a função de pôr os fatos em perspectiva, em histórias mais elaboradas e mais extensas, com um público cuja capacidade de concentração pode ser medida, no limite, pela consagração da brevidade do Twitter, em seus já célebres 140 caracteres por mensagem.

Muita gente critica a imprensa pela sua superficialidade, mas na hora do vamos ler a maioria prefere mesmo dar uma passada de olhos nas páginas impressas, detendo-se aqui e ali para dar uma bicada no noticiário. Disso a internet dá conta perfeitamente bem.

Se os jornais entregarem os pontos, tornando-se ainda mais superficiais, aí sim se cumprirá – por si própria – a profecia da sua irrelevância, quando não do seu desaparecimento.

O oposto da superficialidade, em todo caso, não é a pretensão de explicar o mundo a cada edição, nem transformar matérias em monografias, mas dar um passo adiante na busca do “e daí?” dos fatos ostensivos.

O que se quer dizer com isso está na Folha da segunda-feira, 3. Na primeira página do caderno “Dinheiro”, o jornal publica uma arrumada reportagem sobre o crescimento do mercado de automóveis, mais intenso em outras regiões do país do que no que no Estado de São Paulo.

Pensando bem, era de esperar. São Paulo só perde para o Distrito Federal em matéria de habitantes por carro (5,1). Em Pernambuco, por exemplo, a relação é de 17,9. Na Bahia, 23,9. À medida que a renda nacional começa a se desconcentrar, é lógico que as vendas de autos cresçam proporcionalmente mais nos Estados onde é menor a parcela motorizada da população.

O jornal poderia ter se limitado a contar essa história, com o caso “humano” de praxe e os números que a resumem – nos últimos anos, enquanto o comércio de carros cresceu em São Paulo 2,3 vezes a menos do que a média nacional, no Ceará, por exemplo, o crescimento foi 1,7 a mais.

Mas alguém teve o estalo de acrescentar ao relato dessa tendência uma sacada sobre os seus efeitos. Daí resultou a matéria “Trânsito caótico pode chegar a outras cidades”, sobre a propagação da principal doença crônica das metrópoles brasileiras (para voltar à metáfora que abre esta nota).

A matéria flui porque se baseia em declarações de um dos maiores especialistas no setor, o ex-secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Cláudio de Senna Frederico.

“É só uma questão de tempo e de renda”, diz ele, sobre a disseminação dos engarrafamentos paulistanos, que há pouco alcançaram o recorde de 293 quilômetros de lentidão, num começo de noite.

O ponto forte da previsão é que, até onde a vista alcança, as pessoas continuarão preferindo o transporte individual apesar do imenso tempo desperdiçado nos engarrafamentos. O entrevistado vai além. Quanto menos carros existem numa localidade, raciocina, maior será o ganho de posição social dos que conseguirem comprar o seu. Aí a procura de conforto é reforçada pela busca de status, diferenciação.

“Do ponto de vista urbanístico”, reflete Frederico, “é um terror, mas esse estilo de vida é considerado uma conquista”.

Reparem que não se está falando de nenhuma proeza jornalística, mas de uma pequena diferença que um jornal pode fazer na abordagem de um grande assunto. Chama-se a atenção para o que de outro modo seria uma obviedade porque a imprensa brasileira deixa passar entre os dedos, com uma frequência injustificada, oportunidades corriqueiras de alargar a sua pauta informativa. É esse o jogo que terá de jogar cada vez mais – para não ser derrotada no próprio campo.

CENSURA TOGADA


O silêncio de Gilmar

Por Alberto Dines em 4/8/2009

O paladino da liberdade de expressão, o ministro Gilmar Mendes, preferiu não se manifestar na segunda-feira (3/8) a respeito da decisão do desembargador Dácio Vieira de proibir o Estado de S.Paulo de continuar a veiculação de informações sobre a Operação Boi Barrica que enredou o filho do senador José Sarney e gerenciador dos seus negócios.
O ministro tinha um bom pretexto: na condição de presidente do Conselho Nacional de Justiça, deveria comandar a solenidade de recepção dos novos conselheiros. Contrariando os seus hábitos, foi extremamente comedido: saudou protocolarmente os novos conselheiros, anunciou em termos sucintos as metas do CNJ e louvou o planejamento estratégico "como instrumento indispensável à administração da justiça".
O processo político em frangalhos, o Legislativo achincalhado pelo fisiologismo, o Estado de Direito ameaçado por magistrados ineptos e o presidente da suprema corte adota a postura de um CEO preocupado com a administração dos seus negócios, esquecido dos valores que estão sendo destroçados.
Irrelevâncias, modismos
A censura togada mostra, mais uma vez, que veio para ficar. Um quarto de século depois da redemocratização voltamos ao vale-tudo. Desta vez expresso em juridiquês. Os senadores Fernando Collor e Renan Calheiros, igualmente acusados de improbidade, são proprietários de currais midiáticos em Alagoas, o estado que dividiram entre si. E, no entanto, não pouparam ataques à mídia na vergonhosa sessão de reabertura dos trabalhos legislativos. Como se a imprensa fosse culpada pelos vexames produzidos na Cidadela da Devassidão, também chamada de Senado.
O senador José Sarney declara que em sua longa carreira política jamais processou um jornalista e, em seguida, lê uma nota em que designa o trabalho jornalístico do Estadão como "infamante campanha". Tenta demarcar-se da ação patrocinada pelo filho, o empresário de mídia Fernando Sarney, e, ao mesmo tempo, endossa o ato censório promulgado por um magistrado ligado ao seu clã.
A República vive um de seus piores momentos – a única instituição capaz de salvá-la é a imprensa. Só ela é capaz de despertar a sociedade diante das emergências. Ao mesmo tempo em que distrai o cidadão com a enxurrada de irrelevâncias e modismos, também é capaz de embargar esta avalanche de hipocrisia e cinismo.
Coluna semanal
A censura ao Estado de S.Paulo foi anunciada na sexta-feira (31/7), véspera do vácuo do fim de semana. O jornal agredido protestou com veemência na segunda (3/8), em editorial (ver "
Afronta à democracia"). O Globo e Folha de S.Paulo preferiram esperar, não querem valorizar o competidor.
O triunvirato de jornalões sabe irmanar-se em questões monetárias ou quando investe contra os moinhos de vento da regulamentação. Foi uníssono na liquidação da exigência do diploma e da especificidade do ofício jornalístico, mas não consegue marchar unido em defesa da democracia. Ao recusar a imediata solidariedade a um concorrente revela o seu lado menos nobre, mais corporativo e oportunista.
Neste mesmo triunvirato o papel pior está sendo desempenhado pela Folha. É doloroso perceber que o jornal que em apenas 34 anos tornou-se o mais influente do país sem recorrer a espalhafatosas reformas, apoiado apenas em suas páginas de opinião, em seis meses entregou os pontos. A manutenção da coluna semanal de José Sarney confronta o seu garbo e a sua intransigência em favor do jornalismo independente, livre de compromissos políticos, de rabo preso no leitor.
Haraquiri coletivo
Na sexta-feira (31/7), a Folha foi novamente pisoteada por Sarney ao publicar – pela primeira vez nesta crise – um artigo claramente parcial, demagógico, impertinente, hostil à imprensa e ao clamor da sociedade. O libertário Sarney investiu contra a empresa que edita a Folha de S.Paulo, contra o jornal onde se abriga, contra seus colegas de página e contra os leitores que abominam a sua hipocrisia. Trechos:
** "Hoje com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral..."
** "Como julgar uma democracia em que não se tem uma lei de responsabilidade da mídia, nem direito de resposta, diante deste tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito à pessoa humana?"
Impossível ignorar a óbvia existência de um pacto entre o jornal e o seu colunista: ele manteria a sua coluna desde que não a usasse para defender os seus interesses pessoais ou políticos. O pacto funcionou desde o início de fevereiro até a sexta-feira, 31/7.
O político amapo-maranhense, mais uma vez, passou a perna no parceiro, não cumpriu a palavra: usou o jornal para satanizar a imprensa e para vitimizar-se. A esta altura, Sarney faz com a Folha o que bem entende. Acreditou na campanha de assinaturas do jornal pela TV e acha que todos são moscas.
Neste haraquiri coletivo, às vésperas dos 70 anos do início da Segunda Guerra Mundial, conviria parafrasear Winston Churchill: "Nunca tantos se imolaram tanto por tão pouco".

Caso Sarney

A guerra suja no Senado

Por Luciano Martins Costa em 4/8/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 4/7/2009

O noticiário político de terça-feira (4/8) não surpreende quem ouviu rádio, assistiu aos telejornais ou acessou os noticiários online na segunda-feira à noite. Mas haveremos de convir que a reprodução do bate-boca que se desenrolou no Senado Federal traz um sabor especial ao leitor. Afinal, aquilo que se esperava pudesse ser o funeral da carreira política de José Sarney acabou se revelando a ressurreição de Fernando Collor e a reedição de histórias de mais de duas décadas atrás, quando Tancredo Neves se lançou candidato à presidência da República.
Por cima de tudo, fica a sensação de que a atual crise no Senado é apenas a nova versão de uma velha guerra suja. E que em política nada se cria e nada se renova.
Quando o senador Pedro Simon, que sobrevive no PMDB do Rio Grande do Sul, subiu à tribuna, muitos repórteres viram confirmada a pauta de suas redações, que esperavam o discurso que poderia representar o começo do fim para José Sarney.
Depois de um recesso no qual mal conseguiu respirar, tantas as acusações que lhe foram feitas através da imprensa, esperava-se que o presidente do Senado não tivesse mais forças para resistir e que, finalmente, aceitasse as recomendações para deixar o cargo e salvar o mandato. Mas a tropa de choque entrou em campo e o que se viu foi a guerra aberta.
Fonte de manchetes
O episódio surpreende porque, há dias, editoriais e comentários da imprensa vêm afirmando que José Sarney volta do recesso mais fragilizado do que há um mês. Na véspera, todos os grandes jornais afirmavam que Sarney havia sido convencido a renunciar à presidência do Senado.
Pode ser que a imprensa tenha levado em conta apenas o que publica, e não o que se esconde nos bastidores. Tampouco parece ter dado crédito à opinião dos advogados contratados por Sarney, que consideram relativamente fácil contestar todas as onze acusações encaminhadas ao Conselho de Ética.
Pelo que foi insinuado na tribuna, o punhado de dossiês com que a tropa de choque do presidente do Senado ameaça seus adversários é outra fonte de boas manchetes. Se os jornais estiverem interessados, é claro.
As voltas da História
O retorno de Fernando Collor ao primeiro plano da cena política é outro fato digno de registro. Ele mesmo fez questão de relembrar que foi personagem central de um grande escândalo e da mais longa e penosa escaramuça pelo poder da República desde o processo de redemocratização. Caiu, amargou o ostracismo por oito anos, mas não foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal.
As acusações que mobilizaram os jovens na época e produziram as manifestações pelo impeachment não resistiram à prova da corte, e agora Collor retorna para defender o antigo desafeto, produzindo uma situação inusitada. Afinal, ele foi inventado pela imprensa para evitar que o sindicalista Lula da Silva chegasse ao poder em 1989.
É fato notório que a candidatura de Fernando Collor à presidência da República, na ocasião, foi alimentada por uma série de reportagens na TV Globo, que o apresentavam como o "caçador de marajás" e o paladino contra a corrupção. Depois, ele foi sacramentado por uma "consulta" armada pelo jornal O Estado de S.Paulo no Viaduto do Chá, no centro da capital paulista, da qual o então governador de Alagoas emergiu ungido em "popularidade".
Agora que volta ao centro do palco, anunciando sua disposição de revirar os baús para atacar os inimigos de Sarney, Collor pode se tornar uma pedra incômoda nos sapatos de algumas figuras da imprensa que o ajudaram a se eleger há vinte anos. Não será surpresa se aproveitar a atual crise política para se colocar em condições de disputar novamente a presidência da República.
Quem viver, verá.
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Em busca dos jovens
O Observatório da Imprensa na TV vai mostrar como os jornais e revistas brasileiros estão tentando falar com o público jovem. São cada vez mais comuns os cadernos e títulos de papel voltados para a faixa etária dos 13 aos 20 anos, mas esse público demonstra maior preferência pelos meios digitais de comunicação.
O Observatório da Imprensa vai ao ar nesta terça-feira (4/8) às 22h40, ao vivo, pela TV Brasil. Pela Net, canais 4 (SP), 16 (DF), 18 (RJ e MA); pela Sky-Direct TV, canal 116; pela TVA digital, canal 181.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Produtores da região de Ouro Preto recebem sementes selecionadas de feijão

Porto Velho (Decom) - Dando continuidade à entrega de sementes selecionadas de feijão, o vice-governador João Cahulla (foto), esteve nesta sexta-feira (6) nos municípios de Teixeiropólis, Urupá, Mirante da Serra e Nova União, distribuindo os grãos para que os pequenos produtores rurais possam efetuar o plantio, na época certa, assegurando uma maior safra e maior qualidade da produção, que tem aumentado a cada ano, graças ao apoio do Governo, que tem incentivado a expansão da produção de grãos.
“Desde o ano de 2003 que a administração Ivo Cassol implantou o programa Semear, distribuindo sementes selecionadas de arroz, milho e feijão, gratuitamente, para que a agricultura familiar possa se fortalecer, assegurando a subsistência das famílias. Foi um projeto que iniciamos em Rolim de Moura, junto com o Promec, e muitos não acreditaram que pudesse ser o sucesso que se tornou hoje, em todas as regiões”, explicou Cahulla, na comunidade Vitória, na Linha 31, em Teixeiropólis, onde fez a entrega de 4.000 quilos de sementes de feijão.
O secretário de Agricultura, Carlos Magno, os deputados estaduais Edson Martins e Luizinho Goebel, os secretários regionais Ari Saraiva (Ji-Paraná) e Ednaldo Andrade (Ouro Preto), o secretário regional da Emater, Polaco, prefeitos e vereadores, entre outras autoridades, prestigiaram as solenidades de entrega.
“Além do programa Semear, o Governo tem o Promec, com cinco horas máquinas para cada produtor rural, estamos fortalecendo o Pró-Peixe, que vai incrementar a piscicultura e garantir mais renda aos produtores, estamos lutando pela reativação da usina de calcário, melhorando as nossas áreas, as nossas pastagens, produzindo mais, no mesmo espaço de terra, o Pró-Leite, que melhora a nossa produção leiteira, o Inseminar que melhora o nosso rebanho, enfim, são várias ações no setor rural e em 2009 teremos ainda mais investimentos”, anunciou Carlos Magno.
Sementes e transporte escolar para Urupá - O município de Urupá, além dos 12.000 quilos de sementes selecionadas de feijão para os produtores, João Cahulla também assinou o convênio de transporte escolar, no valor de R$ 630 mil, assegurando a condução dos alunos até à sala de aula. Cahulla também entregou uma máquina beneficiadora de arroz para a Associação Agrifam, atendendo emenda do deputado estadual Luizinho Goebel. A solenidade ocorreu no barracão da Linha C4.
“Esse convênio assegura o transporte dos alunos, garantindo a frequência e impedindo a evasão escolar. Sem o apoio do Governo, a prefeitura teria muitas dificuldades em custear o transporte, por isso é tão importante esse convênio”, destacou o prefeito de Urupá, Célio de Jesus.
Na linha 64, na Associação de Produtores rurais, em Mirante da Serra, Cahulla entregou 11.000 mil quilos de sementes de feijão, que começam a ser plantados já na próxima semana. “É a hora do plantio, na segunda eu começa a plantar e espero colher uma boa produção, para meu consumo e espero vender uma parte”, disse a agricultora Edna da Silva, de Teixeiropólis, que mora em uma pequena área de pouco mais de dois hectares. “Não teria como comprar a semente. Por isso, quero devolver os mesmos 20 quilos que estou recebendo, para que outras pessoas carentes possam ser beneficiadas”, completou a produtora rural.
O vice-governador encerrou a sua agenda em Nova União, na escola Pólo da linha 81, onde distribuiu 5.000 mil quilos de sementes selecionadas de feijão. E neste sábado, Cahulla entrega mais 12.000 mil quilos em São Felipe e 2.000 em Primavera de Rondônia, onde também entrega 20 casas populares, do projeto Moradia Digna.

Noticias de Rolim de Moura

Prefeitura homenageia funcionárias públicas

Rolim de Moura (Assessoria) - Representando a Administração Municipal de Rolim de Moura, o Prefeito Tião Serraia, prestou na manhã desta sexta-feira, 06.03, uma homenagem às servidoras públicas do município, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (08). Numa confraternização realizada no auditório da Semagri – Secretaria Municipal de Agricultura, ele destacou as conquistas e a importância da mulher na sociedade atual e os desafios que ela tem a enfrentar.
“Atualmente, a mulher vem ocupando um espaço significativo perante a sociedade, representando um marco nas conquistas de quem batalha com afinco para buscar reconhecimento. Hoje, é notório o espaço que elas vem apoderando, merecendo toda a nossa admiração e respeito. Nada mais justo do que prestar essa pequena homenagem àquela que além de trabalhar na sociedade, seja como funcionária pública ou particular, é mãe, esposa e dona do lar, mostrando diariamente uma lição de vida e moral.” Finalizou.
A homenagem contou ainda, com a leitura de um poema entoado pela mestre de cerimônia, Fabiana Cortez, e uma mensagem bíblica, apresentada pela missionária da Igreja Metodista Wesleiana, Ana Cristina. A vereadora Nice Chagas (PP), também fez uma retribuição de honra e congratulações às funcionárias. Na ocasião, a Primeira Dama do Município, Ana Maria Ferraz, foi presenteada com flores, representando todas as mulheres rolimourenses.
A comemoração foi encerrada com um café da manhã especial e a distribuição de lembranças. O evento contou com a organização da Coordenadora do Conselho Municipal de Trânsito, Juliane Moura e da Gerente de Relacionamento Cidadão e Prefeitura, Rosângela Lucia Machado.