domingo, 6 de novembro de 2011
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Temer diz que não é o momento de discutir cargos
Brasília - Priscilla Mazenotti (Repórter da Agência Brasil) - O vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB) e a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), se reuniram hoje (3) pela primeira vez depois do resultado da eleição. Segundo Temer, a conversa, durante um café da manhã, serviu para fazer uma avaliação e discutir sugestões quanto ao futuro governo, mas sem tratar da distribuição de cargos.
"É natural estabelecermos um contato permanente e sem cerimônia", disse. "Começamos uma avaliação do que será o futuro governo: temos uma base aliada que está no governo e vai continuar", completou.
Temer disse que discussões sobre cargos no governo serão feitas futuramente. “Não vamos tocar nesse assunto agora. Toda vez que se toca nesse assunto se tem a impressão de que o PMDB está atrás de cargos. E não é isso”, disse. “Falo aqui mais como vice-presidente, portanto membro do governo, do que como presidente do PMDB”, completou dizendo que todos os partidos terão participação no futuro governo "como tem hoje no governo Lula".
Ele ainda explicou que PT e PMDB firmaram acordo para o rodízio entre os dois partidos na presidência da Câmara e do Senado. A decisão, porém, de qual legenda vai começar essa alternância em cada Casa será tomada apenas em janeiro, depois da posse.
Após o encontro com Temer, Dilma Rousseff seguiu para o Palácio do Planalto, onde se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na segunda-feira (8), será feita a primeira reunião do grupo de transição, no Centro Cultural Banco do Brasil.
Comitê de Imprensa improvisado
Brasília -Daniella Jinkings (Repórter da Agência Brasil)- Após a vitória de Dilma Rousseff à Presidência da República, a vida do administrador aposentado Robério Simionato mudou. Vizinho de Dilma, ele criou há três dias um comitê de imprensa improvisado e acolhe jornalistas que passam o dia na porta da casa da nova presidente, na região do Lago Sul, em Brasília.
O aposentado abriu as portas da garagem de sua casa para que equipes de imprensa pudessem se proteger das chuvas constantes. Além disso, seu Robério, como gosta de ser chamado, também oferece água, mesas, cadeiras, energia elétrica e banheiro aos profissionais. "Tenho um espírito de solidariedade. Além disso, sou de família italiana e por isso gosto de me relacionar com as pessoas".
Segundo ele, para executar um bom trabalho, é preciso ter estrutura. "Trabalhei muitos anos com logística e achei que vocês [da imprensa] não tinham isso [estrutura]. Aconteceu naturalmente, ninguém pediu para eu fazer isso. Acho que este momento é uma integração cívica. Faz parte da história e estou participando".
Vice-síndico da rua, ele não conhece Dilma pessoalmente e soube que a presidente eleita morava lá porque recolhe uma quantia mensal entre os moradores para pagar um segurança particular para a rua. "Não a conheço, mas votei nela. Votei porque ela tem um projeto político que vai ao encontro do projeto de Lula".
MST não será tratado como caso de polícia
Brasília -Pedro Peduzzi e Roberta Lopes (Repórteres da Agência Brasil) - A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse hoje (3) que não tratará a questão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) como “caso de polícia”, mas garantiu que não compactuará com invasões de prédio nem de áreas produtivas ou com qualquer ilegalidade.
Ela reiterou, ainda, que reprova ações violentas como a praticada no sul do Pará, em 1996. “No meu governo, não vai haver outro Eldorado dos Carajás”, declarou, durante entrevista coletiva à imprensa, no Palácio do Planalto.
“O que precisamos é transformar o pequeno agricultor em proprietário, e que ele tenha melhorias dentro do campo e na educação”, argumentou Dilma ao defender a reforma agrária. Para que as ações na área tenham êxito, acrescentou a futura presidente da República, “o proprietário tem de ter renda e tem de perceber que melhorou de vida”.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Nanicos estreiam horário eleitoral na corrida pelo Governo do DF
TRE define a ordem de aparição dos candidatos na propaganda gratuita. Saiba como funcionarão os programas
Dois partidos nanicos vão inaugurar a programação de 2010 para os cargos de governador. Frank Svensson (PCB) será o primeiro candidato a aparecer na TV e no rádio. Depois, será a vez de Rodrigo Dantas (PSTU). Joaquim Roriz (PSC) é o terceiro candidato a falar e Agnelo Queiroz virá em seguida (veja no quadro ao lado). A ordem de aparição dos concorrentes foi uma das definições do plano de mídia da propaganda eleitoral de 2010, divulgado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Para evitar injustiças, a sequência de exibição dos candidatos é decidida por meio de sorteio. Ao longo dos dias, os concorrentes se revezam.
O documento elaborado pelo TRE também detalha o tempo de televisão que candidatos e coligações terão durante o período de programação política, que começará no dia 17 e será veiculado até 30 de setembro — o primeiro turno será realizado em 3 de outubro. Os candidatos não podem, durante o horário eleitoral, usar efeitos especiais, montagens e computação gráfica para melhorar a performance na TV ou no rádio. Também serão punidos se ridicularizarem candidatos ou partidos adversários. Os concorrentes não podem ainda se aproveitar do tempo de TV para divulgar produtos e nem contratar figurantes. A participação de militantes ou apoiadores deve ser espontânea.
Rede e inserções
A propaganda eleitoral é dividida em dois tipos. A programação divulgada em bloco ou rede, aquela em que todas as emissoras exibem o conteúdo ao mesmo tempo em horários pré-estabelecidos, e as inserções — esquetes inseridos nos intervalos da grade normal de programação das emissoras. Durante o horário eleitoral, os candidatos terão 100 minutos em rede de rádio e TV. As duas principais coligações que disputam o governo somam 392 inserções: 223 a favor de Agnelo Queiroz (PT) e 169 para Joaquim Roriz (PSC).
O tempo de TV e rádio é calculado com base no tamanho da bancada de deputados federais dos partidos que concorrem às eleições. Terá mais prazo o concorrente filiado a um partido com maior representatividade no Congresso Nacional. As coligações ajudam a somar tempo para o candidato ao governo.
Os partidos sem representantes na Câmara, mas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm direito a tempo mínimo para divulgar a candidatura na televisão. Integrante de uma coligação com 11 legendas, Agnelo terá quase 15 minutos por dia — incluindo os horários da tarde e da noite e as inserções — para pedir votos durante a programação eleitoral. Roriz, por sua vez, conta com pouco mais de 11 minutos.
Os nanicos que ganharam no sorteio o direito de iniciar o horário eleitoral precisarão ser breves. Têm 45 segundos cada um na tentativa de convencer o eleitorado. “Vou ter de fazer um exercício de síntese para falar tudo o que penso sobre a situação da saúde, do transporte, os princípios do marxismo, a relação com a Venezuela, a Colômbia, o internacionalismo em que vivemos e mais uma série de assuntos importantes”, diz Frank Svensson (PCB), o primeiro candidato ao governo a falar.
Para votar em trânsito, o eleitor deverá habilitar-se em qualquer cartório eleitoral do país, de 15 de julho a 15 de agosto de 2010, não sendo admitida a habilitação por procurador.
Lilian Tahan/Correio Braziliense
Publicação: 04/08/2010 07:52 Atualização: 04/08/2010 08:22
Dois partidos nanicos vão inaugurar a programação de 2010 para os cargos de governador. Frank Svensson (PCB) será o primeiro candidato a aparecer na TV e no rádio. Depois, será a vez de Rodrigo Dantas (PSTU). Joaquim Roriz (PSC) é o terceiro candidato a falar e Agnelo Queiroz virá em seguida (veja no quadro ao lado). A ordem de aparição dos concorrentes foi uma das definições do plano de mídia da propaganda eleitoral de 2010, divulgado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Para evitar injustiças, a sequência de exibição dos candidatos é decidida por meio de sorteio. Ao longo dos dias, os concorrentes se revezam.
O documento elaborado pelo TRE também detalha o tempo de televisão que candidatos e coligações terão durante o período de programação política, que começará no dia 17 e será veiculado até 30 de setembro — o primeiro turno será realizado em 3 de outubro. Os candidatos não podem, durante o horário eleitoral, usar efeitos especiais, montagens e computação gráfica para melhorar a performance na TV ou no rádio. Também serão punidos se ridicularizarem candidatos ou partidos adversários. Os concorrentes não podem ainda se aproveitar do tempo de TV para divulgar produtos e nem contratar figurantes. A participação de militantes ou apoiadores deve ser espontânea.
Rede e inserções
A propaganda eleitoral é dividida em dois tipos. A programação divulgada em bloco ou rede, aquela em que todas as emissoras exibem o conteúdo ao mesmo tempo em horários pré-estabelecidos, e as inserções — esquetes inseridos nos intervalos da grade normal de programação das emissoras. Durante o horário eleitoral, os candidatos terão 100 minutos em rede de rádio e TV. As duas principais coligações que disputam o governo somam 392 inserções: 223 a favor de Agnelo Queiroz (PT) e 169 para Joaquim Roriz (PSC).
O tempo de TV e rádio é calculado com base no tamanho da bancada de deputados federais dos partidos que concorrem às eleições. Terá mais prazo o concorrente filiado a um partido com maior representatividade no Congresso Nacional. As coligações ajudam a somar tempo para o candidato ao governo.
Os partidos sem representantes na Câmara, mas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm direito a tempo mínimo para divulgar a candidatura na televisão. Integrante de uma coligação com 11 legendas, Agnelo terá quase 15 minutos por dia — incluindo os horários da tarde e da noite e as inserções — para pedir votos durante a programação eleitoral. Roriz, por sua vez, conta com pouco mais de 11 minutos.
Os nanicos que ganharam no sorteio o direito de iniciar o horário eleitoral precisarão ser breves. Têm 45 segundos cada um na tentativa de convencer o eleitorado. “Vou ter de fazer um exercício de síntese para falar tudo o que penso sobre a situação da saúde, do transporte, os princípios do marxismo, a relação com a Venezuela, a Colômbia, o internacionalismo em que vivemos e mais uma série de assuntos importantes”, diz Frank Svensson (PCB), o primeiro candidato ao governo a falar.
Para votar em trânsito, o eleitor deverá habilitar-se em qualquer cartório eleitoral do país, de 15 de julho a 15 de agosto de 2010, não sendo admitida a habilitação por procurador.
Lilian Tahan/Correio Braziliense
Publicação: 04/08/2010 07:52 Atualização: 04/08/2010 08:22
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Apresentação de identidade nos Correios pode prevenir envio de substâncias proibidas
Da Agência Brasil
Brasília - O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) entrou na Justiça contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para garantir que remetentes ou portadores de correspondências sejam obrigados a apresentar documento de identificação no momento da postagem. A medida tem o objetivo de prevenir o frequente envio de drogas e de medicamentos proibidos.
A ação pública cobra, em decisão liminar, que a ECT seja obrigada a registrar o número de identidade oficial do despachante, além dos dados já exigidos, como o nome e o endereço. Todas as informações deverão ser anotadas na embalagem da correspondência e lançadas no sistema informatizado da empresa.
Para os Correios, é inviável adotar essas medidas por causa da grande quantidade de encomendas recebidas por dia. A empresa diz que possui outras medidas de segurança para identificar substâncias ou materiais irregulares nas correspondências. Além disso, como os dados escritos na embalagem podem ser falsos, a ECT alega que a identificação dos responsáveis pelo envio ficaria prejudicada.
A ação civil pública ainda será julgada pela 6ª Vara da Justiça Federal no DF.
Edição: Andréa Quintiere
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Brasília - O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) entrou na Justiça contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para garantir que remetentes ou portadores de correspondências sejam obrigados a apresentar documento de identificação no momento da postagem. A medida tem o objetivo de prevenir o frequente envio de drogas e de medicamentos proibidos.
A ação pública cobra, em decisão liminar, que a ECT seja obrigada a registrar o número de identidade oficial do despachante, além dos dados já exigidos, como o nome e o endereço. Todas as informações deverão ser anotadas na embalagem da correspondência e lançadas no sistema informatizado da empresa.
Para os Correios, é inviável adotar essas medidas por causa da grande quantidade de encomendas recebidas por dia. A empresa diz que possui outras medidas de segurança para identificar substâncias ou materiais irregulares nas correspondências. Além disso, como os dados escritos na embalagem podem ser falsos, a ECT alega que a identificação dos responsáveis pelo envio ficaria prejudicada.
A ação civil pública ainda será julgada pela 6ª Vara da Justiça Federal no DF.
Edição: Andréa Quintiere
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