quinta-feira, 12 de junho de 2008

Auxílio-saúde fica fora do percentual constitucional do setor

Conselheiro Rochilmer Rocha,(foto) relator da consulta.

Porto Velho (Lúcio Albuquerque) - O montante que o Estado dispende mensalmente a título de "auxílio saúde", incluso no contra-cheque do servidor, "não pode ser computado para o cumprimento do limite mínimo de despesas com serviços públicos de saúde". O entendimento é do Tribunal de Contas rondoniense que, nesta quinta-feira, durante a sua 9ª sessão do Pleno, acatou o parecer apresentado pelo relator da matéria, conselheiro Rochilmer Mello da Rocha, atendendo consulta feita pelo presidente do Conselho Estadual de Saúde."
As despesas realizadas pelo Estado a título de "auxílio saúde", instituído pela Lei nº 995/01, não podem ser computadas para o cumprimento do limite mínimo de despesas com ações e serviços públicos de saúde, previsto na Emenda Constitucional nº 29/2000, por não atenderem aos critérios de acesso universal, igualitário e gratuito, conforme previsto na Resolução nº 322/2003 do Conselho Nacional de Saúde, e na Instrução Normativa nº 22/TCE-RO-2007"., foi o parecer do relator Rochilmer Rocha.
A decisão do TCE está sendo encaminhada também ao governador do Estado, aos presidentes dos Poderes Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público, Conselhos Municipais de Saúde, Prefeituras e Câmaras Municipais.

Fátima Cleide participa do maior evento do mundo sobre a água

Brasília (Henrique Teixeira/Assessoria de Imprensa) - Entre os representantes do parlamento brasileiro, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) participará da Expo Zaragoza 2008, evento que se inicia neste sábado 14, na Espanha, para discutir o desenvolvimento sustentável da água. O foco de discussão será a água e desenvolvimento humano com compromissos éticos.
O dia do Brasil na Expo Zaragoza será no domingo (15). As autoridades brasileiras e espanholas serão saudadas às 11h05 e às 11h15 irão assinar o Livro de Honra. Depois participam de uma série de eventos. Entre os destaques a Tribuna da Água, que pretende falar dos problemas e buscar soluções de sustentabilidade para os recursos hídricos do planeta.
Para a senadora Fátima, uma das representantes da Amazônia, este evento simboliza a luta mundial pela preservação do meio ambiente. “No dia 5 passado comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, no qual sucederam uma série de celebrações em vários lugares do mundo. Inclusive mais este evento tradicional, que reúne representantes de todos os continentes com o objetivo de buscarmos saídas sustentáveis para um mundo melhor, mais justo e com qualidade de vida”, destacou Fátima.
O ministro e cantor, Gilbero Gil, em companhia das cantoras Gal Costa, Maria Rita e Margareth Menezes se apresentarão no domingo, às 22h, para cerca de 7 mil espectadores. Artistas como Alanis Morrisette, Diana Krall e Carmem París também se apresentarão durante a Expo Zaragoza, que termina em 14 de setembro.
Os senadores Leomar Quintanilha (PMDB-TO), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Marisa Serrano (PSDB-MS) também participarão da Expo Zaragoza 2008 no dia do Brasil.
Para sediar o evento, a cidade precisa ser eleita por jurados internacionais. A festa tornou-se tradição no mundo. A primeira exposição internacional ocorreu em Londres, em 1851. Paris também foi palco no ano de 1889. Para saber mais sobre o evento acesse a página www.expozaragoza2008.es <
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Municipalização dos serviços da Caerd pode ser o início das privatizações

Porto Velho (Assessoria/Caerd) - A presidente da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia, Rose Sena manifestou ontem sua preocupação com as seguidas "movimentações" políticas no interior do Estado em municipalizar os serviços da Caerd. Segundo ela, estas estratégias podem descambar para as temidas privatizações e que poderá decretar na prática o fim dos investimentos sociais, uma vez que o objetivo será a lucratividade. No caso da municipalização ela afirmou que as prefeituras já enfrentam inúmeros problemas ocasionados com a escassez de recursos e assumir mais este encargo é temerário, além de desconsiderar a experiência, os investimentos, e a mão de obra já disponibilizada pelo Estado.
Continuando, afirmou a presidente da Caerd Rose Sena afirmou sua preocupação com a criação do Consórcio Intermunicipal de Saneamento, encampado principalmente pela Prefeitura de Ariquemes, por de início já causar problemas sociais, com a demissão de funcionários experientes. Além disso, prosseguiu ela, esta proposta que está em discussão não assegura em sua plenitude dois quesitos básicos: garantir de investimentos e taxa de serviço inferior ao já cobrado atualmente.
Rose Sena declarou ainda que a eventual municipalização da Caerd, impedirá os investimentos já programados, e com recursos financeiros já liberados, visando atingir 100% da rede de abastecimento de água em Ariquemes, além de outros investimentos de saneamento básico.
O diretor Técnico da Caerd, Wilson Lopes também se manifestou a respeito da proposta de municipalização dos serviços da Caerd em Ariquemes. Segundo ele, chega a ser um "pesadelo" esta idéia, exatamente no momento em que a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia se prepara para fazer o maior investimento de todos os tempos na região, atingindo 100% da população do município de Ariquemes com abastecimento de água e 50% de rede de esgotos, aplicando recursos no montante de 30 milhões de reais.
De acordo com Wilson Lopes é preciso bom senso acima de tudo, para não se apoiar com base em falsas ilusões de melhorias. "Toda essa situação, terá que atender os preceitos legais, que para municipalizar os serviços da Caerd a empresa deverá ser indenizada no valor de sua estrutura local e investimentos, que monta o valor total de 80 milhões de reais, que convenhamos a Prefeitura de Ariquemes não possui, e se possuir orienta a prudência que esses recursos não sejam utilizados em um serviço que o Estado, por meio da Caerd já executa e muito bem, com qualidade técnica e investimentos na sua estrutura física", salientou o diretor técnico da Caerd.
Ao concluir Wilson Lopes afirmou que a Caerd já presta esses serviços atendendo cerca de 75% da população do município com água tratada, dentro das normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, bem como aos demais municípios da região central do Estado de Rondônia, mostrando desta forma que o objetivo principal da empresa não é lucro e sim o social.


Cahulla assina ordens de serviço do Promec e leva benefícios à Zona da Mata

Porto Velho (Decom/AI) - O vice-governador João Cahulla, (foto) dando continuidade a sua agenda de trabalho, fez o lançamento do Promec nesta quarta feira (11/06),em Parecis, pela manhã, onde serão atendidos 400 agricultores com 5 horas máquina em cada propriedade, e liberou R$ 145 mil para construção de estradas referente a emenda do deputado Luiz Cláudio; além de emenda no valor de R$ 150 mil, do deputado Kaká Mendonça para a construção do novo terminal rodoviário, e mais R$ 184 mil do Fundo de Infra-Estrutura, Transportes e Habitação (Fitha) para melhoria das estradas do município.
Participaram da solenidade o secretário executivo da Emater, Sorrival de Lima; Lusa da Cassol, coordenador estadual do Promec; o deputado estadual Kaká Mendonça, vereador Adir, presidente da Câmara; além de agricultores e presidentes de associações.
Em seguida Cahulla e comitiva deslocaram-se para os município de Alto Alegre, onde na linha P-30, quilômetro 11, fez a liberação da ordem de serviço do Promec, que irá atender agricultores da região com 3.000 horas máquina e entregou tanques de resfriamento de leite para as associações Central, Asproflor, Asprolimp, Rodeio da Amazônia, atendendo emenda do deputado Kaká Mendonça.
O vice-prefeito de Alto Alegre, Marco Aurélio agradeceu ao vice-governador pelos benefícios que tem feito com que a população tanto urbana quanto rural tenha melhorada a qualidade de vida e pelos benefícios através do Promec e pela melhoria permanente das estradas no município.
Em Alta Floresta, na linha P 46, na comunidade Nossa Senhora de Fátima, Cahulla fez a liberação de 5.000 horas sendo 4.000 horas/máquina de trator de esteira e 1.000 horas de retroescavadeira, que irão atender a cerca de 1.000 famílias e liberou recursos da ordem de R$ 699 mil do Fitha, que serão utilizados para a melhoria das estradas do município.
Cahulla disse que o Governo vem trabalhando em todas as regiões do estado, e através do Fitha, Promec e tantos outros programas, executando uma política de incentivo ao setor produtivo, fazendo com que a agricultura, a pecuária, o comércio e a industria cresçam gerando emprego e renda. “Isso tem dado o resultado positivo fazendo com que Rondônia seja um dos estado da região Norte com o maior índice de crescimento”, compeltou.
Nesta quinta feira, Cahulla lançou o Promec no Vale do Guaporé em São Domingos, pela manhã, e à tarde desloca-se para São Francisco do Guaporé. Amanhã, a agenda inicia pela manhã em Seringueiras e à tarde em São Miguel do Guaporé.

Cassol assina decretos de aposentadoria e convênios

Porto Velho (Decom) - O governador Ivo Cassol despachou, ontem (11), no gabinete da residência oficial com o secretario de Administração, Valdir Alves, a assinatura de 22 decretos de aposentadoria; demonstrando a preocupação com os servidores que estão na ativa e que já tem tempo de serviço e que estão indo para a reserva e com aqueles que daqui alguns anos também irão.
Ivo Cassol salienta a importância da transposição, engavetada no Congresso há muito tempo, e que, se aprovada, representaria um salto de qualidade de vida para os beneficiados. “Não é justo que em outros estados, como o Acre e Roraima, os funcionários de ex-território conseguiram a transposição para o quadro federal, recebendo salários e benefícios bem superiores, e desonerando a folha de pagamento dos estados, enquanto em Rondônia permanece esta situação”, disse Cassol.
Em suas viagens a Brasília, o governador tem conversado com a bancada federal no sentido de juntar forças para que a transposição saia do papel e torne-se realidade o mais breve possível.
Governador recebe presidente do Tribunal de Contas - No início da tarde, o governador Ivo Cassol recebeu na residência oficial, visita de cortesia do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, conselheiro José Gomes de Melo, acompanhado do conselheiro Valdivino Crispim, que na ocasião agradeceram pelo apoio que receberam do Estado na comemoração dos 25 anos do TCE –RO, na ocasião com o evento Painel Amazônico, onde estiveram presentes os conselheiros dos TCEs de vários estados e da Europa. O evento foi elogiado por todos os participantes, ressaltando que Rondônia está se transformando num grande celeiro de obras que vem crescendo e se desenvolvendo na atual administração.
Cassol assina convênios com prefeituras - Ainda na quarta-feira à tarde, Cassol recebeu o prefeito do município de Cerejeiras, Cleber Calixto, para a assinatura de convênio do Fundo para Infra-Estrutura de Transportes e Habitação (Fitha), no valor de R$ 245.567,85. O prefeito do município de Alto Alegre dos Parecis, Máriton de Holanda, o padre Ton, também assinou convênio no valor de R$ 53.030,08. Na ocasião os prefeitos agradeceram ao governador pelos recursos repassados. Os valores serão aplicados na conservação das estradas municipais. O governador enfatizou que “o Governo do Estado não tem medido esforços para atender aos 52 municípios do estado, independente do partido do prefeito”, finalizou.


Fiscalizando obras

No final da tarde/início da noite, o governador foi até o terreno onde está sendo construído o Centro Político Administrativo – CPA, na Avenida Farquhar, em Porto Velho. O local já se transformou num grande canteiro de obras, com a maioria das secretarias que ali funcionavam demolidas. No momento está sendo feita a escavação do estacionamento subterrâneo e a terraplanagem do estacionamento.
Cassol, acompanhado do diretor do DEOSP, Alceu Ferreira, responsável pela obra, do secretário especial Salomão Silveira, e mais tarde dos secretários Marco Antonio Petisco, da Agricultura e Valdir Alves, da Administração, conversou com os engenheiros aproveitou para dar instruções sobre o destino dos materiais a serem reaproveitados. Antes de retornar à residência, o governador operou um trator de esteira que fazia o nivelamento. “As obras estão dentro do cronograma, estamos trabalhando noite e dia e aqui vamos construir aqui uma das maiores obras deste Governo”, finalizou.



Presidente participa da solenidade de assinatura de contrato de concessão da usina de Santo Antônio

Brasília (Assessoria de Imprensa) -Na tarde desta quinta-feira (12 de junho), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, no Palácio do Planalto, da cerimônia de assinatura do contrato de concessão para implantação e exploração da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, um dos mais importantes empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A usina, localizada em Rondônia, terá investimentos de R$ 9,2 bilhões e uma potência de 3.150 Megawatts (MW).
A usina, prevista para entrar em operação em setembro de 2012, deve gerar cerca de 30 mil empregos.
O contrato será assinado entre o Ministério de Minas e Energia e o Consórcio Madeira Energia, formado por Furnas, Cemig GT, Odebrecht Investimentos em infra-estrutura, Construtura Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez Participações e pelo Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia, constituído pelos bancos Banif e Santander.
A licitação da usina foi feita por meio de leilão público, realizado em dezembro do ano passado.

Lula assina decreto que enumera atividades classificadas como piores formas de trabalho infantil

Brasília (Assessoria de Imprensa/SEDH) - Nesta quinta-feira (12), Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina decreto que estabelece a lista das piores formas de trabalho infantil no Brasil. Elaborado com base nas diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o decreto enumera 109 atividades econômicas que passam a ser enquadradas desta forma, a exemplo do trabalho escravo, exploração sexual, tráfico de drogas e outras atividades que ponham em risco a saúde, a segurança e a moral de crianças e adolescentes. A cerimônia será realizada às 11h30, no Palácio do Planalto.
A nova listagem substitui e amplia a normatização anterior sobre o assunto (Portaria Ministerial nº 20/2001), pois inclui a avaliação de peritos sobre fatores de risco ocupacionais e repercussões à saúde física e psicológica. O decreto também inclui novas atividades na listagem já existente, como o trabalho infantil doméstico, que passa a ser categorizado como uma das piores formas de trabalho infantil.
O estabelecimento dessa listagem visa a proteger o trabalhador adolescente e o aprendiz, aos quais são vedados os trabalhos noturnos, insalubres e perigosos, prejudiciais ao seu desenvolvimento e que impeçam sua freqüência à escola.
As discussões que deram origem ao decreto tiveram a participação de representantes de trabalhadores, empresários, sociedade civil, organismos internacionais e governo, no âmbito da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), posteriormente aprovadas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). O decreto será um instrumento normativo, em conformidade com a Convenção nº 182 da OIT.
O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil foi instituído em 2002 pela OIT, e é celebrado em mais de 60 países. Desde o ano passado comemora-se, também nesta data, o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil (Lei nº 11.542, de 12 de novembro de 2007).

Sipam faz diagnóstico das queimadas em MT, RO e AC

Durante a 2ª Oficina Pré-Seca, em Rio Branco (AC), o Sipam apresentou as análises das queimadas nos três Estados. Os dados são de 2007 e revelam que Rondônia e Acre reduziram a quantidade de queimadas, mas Mato Grosso registrou um aumento de 54,7%.


Rio Branco ((Ascom/Sipam/CTO Porto Velho) - O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) divulgou ontem (11), primeiro dia da 2ª Oficina Pré-Seca, seu relatório sobre focos de calor registrados no ano de 2007 em Mato Grosso, Rondônia e Acre. Pela análise, Mato Grosso teve 54,7% mais focos de calor em 2007 que os registrados em 2006. Já Rondônia e Acre tiveram reduções. No ano passado, Mato Grosso teve 20,08 focos de calor a cada 10 quilômetros quadrados, Rondônia teve 11,84 e Acre, 2,24.
Os focos de calor, dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), são identificados por imagens geradas por satélites orbitais de monitoramento e indicam onde ocorreram queimadas, bem como as áreas afetadas. Na análise feita pelo Sipam, usou-se o cruzamento de dados para gerar vários tipos de abordagem, detectando-se dados sobre os focos de calor por município, tipo de área afetada, localização com relação às estradas e correlação com as áreas desmatadas em anos anteriores.
Nos três Estados, o período de seca é uma ameaça à propagação do fogo. Por esta razão, a 2ª Oficina Pré-Seca tem por objetivo traçar estratégias de ação dos vários órgãos públicos responsáveis pela prevenção e fiscalização das queimadas.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, os dados do relatório do Sipam apontam o aumento de 54,7% no número de focos de calor de 2007, em comparação com 2006. No ano passado ocorreram 181 mil focos de calor, aproximadamente. Em 2006 os números eram de 117 mil.
Os municípios mato-grossenses que mais tiveram focos de calor em 2007 foram: Vale de São Domingos (6.530 focos de calor), Santo Afonso (5.716), Vila Rica (5.196), Nova Ubiratã (4.895) e União do Sul (4.892).
Na análise da densidade das queimadas por município, que leva em conta a quantidade de focos de calor registrados a cada 10 quilômetros quadrados, o ranking ficou na seguinte ordem: Santo Afonso, com 486 focos de calor; Ribeirãozinho, com 463 focos; Indiavaí, 373; São Pedro da Cipa, 367; e Vale de São Domingos, 340.
No relatório de queimadas elaborado pelo Sipam também consta que os assentamentos de Reforma Agrária registraram 11% do total de focos de calor de 2007. Os assentamentos que mais tiveram queimadas foram: Tapurah/Tanhangá (1.514 focos), Confresa/Roncador (1.366), Mercedes Benz 1 e 2 (1.175), Tibagi (987) e Macife (968). As terras indígenas (TI) totalizaram 9% dos focos de calor de Mato Grosso, sendo que a TI Maraiwatsede teve 2.020 focos; TI Pimentel Barbosa, 1.829; e TI Areões, 1.787. Já as Unidades de Conservação contribuíram com 4% dos focos de calor, sendo os destaques para a Área de Preservação Ambiental (APA) Meandro do Rio Araguaia (2.370 focos de calor) e o Parque Estadual Araguaia (1.594).
No cruzamento do mapa de focos de calor de 2007 com o tipo de área afetada, constatou-se que 44% das queimadas ocorreram em áreas de manejo sustentável e 21% em áreas que deveriam ser recuperadas.
Já na análise que utiliza os dados oficiais de desmatamento (Prodes), verificou-se que 29% dos focos de calor ocorreram em florestas, 12% em áreas já desmatadas até 2005 e 1% em áreas desmatadas em 2006.
Quanto à proximidade do fogo nas estradas, verificou-se o seguinte: 50.187 focos de calor estavam distantes até dois quilômetros das vias terrestres; 58.067 ocorreram entre dois e cinco quilômetros de distância das estradas; 31.461 focos de calor foram registrados entre cinco e dez quilômetros; 11.066 ocorreram 10 e 20 quilômetros, e 1.149 focos ficaram a mais de 20 quilômetros de distância.

Acre

No Acre, em 2007, ocorreram aproximadamente 3,4 mil focos de calor, número inferior ao registrado em 2006 (4.200 focos). Os municípios que mais tiveram queimadas foram Sena Madureira (507 focos de calor), Rio Branco (332), Feijó (323), Acrelândia (281) e Brasiléia (231). Na análise feita pelo Sipam que considera o número de focos de calor com relação ao tamanho do município, o ranking foi: Acrelândia (16,6 focos de calor a cada 10 quilômetros quadrados), Capixaba (8,3), Brasiléia (6,3), Porto Acre (5,8) e Plácido de Castro (5,7).
Segundo o relatório apresentado pelo Sipam, os assentamentos da Reforma Agrária registraram 39% dos focos de calor do ano de 2007. Os assentamentos Pedro Peixoto e Boa Esperança foram os que mais se destacaram, com 294 e 172 focos de calor, respectivamente. As unidades de conservação contribuíram com 11% das queimadas – a Resex Chico Mendes teve 131 focos de calor e a Floresta Estadual Antimary, 78 focos. As terras indígenas acreanas registraram apenas 1% das queimadas no período.
Com o cruzamento dos dados de focos de calor e o tipo de área queimada, constatou-se que 46% ocorreram em áreas de manejo florestal, 12% em áreas protegidas e 6% em regiões que deveriam ser recuperadas.
Já a correlação dos focos de calor e os dados oficiais de desmatamento (Prodes) registrou-se que 62% das queimadas foram em florestas, 27% em áreas já desmatadas até 2005 e apenas 1% em áreas desmatadas recentemente, em 2006.
Quanto à proximidade do fogo em relação às estradas acreanas, verificou-se o seguinte: 1.572 focos de calor ocorreram na faixa de terra distante até dois quilômetros das vias terrestres; 608 ocorreram entre dois e cinco quilômetros de distância das estradas; 302 focos de calor foram registrados entre cinco e dez quilômetros; 305 ocorreram 10 e 20 quilômetros, e 659 focos ficaram a mais de 20 quilômetros de distância.

Rondônia

O Estado de Rondônia já havia recebido os dados do relatório do Sipam em abril deste ano. Os dados apontaram a redução de 47% no número de focos de calor em 2007, em comparação com 2006. Os satélites captaram 53 mil focos de calor. Em 2007 o número foi de aproximadamente 28 mil.
Em números absolutos, os cinco municípios que mais tiveram focos de calor em 2007 foram: Porto Velho (5.352 focos), São Francisco do Guaporé (2.255), Costa Marques (2.122), Nova Mamoré (1.857) e Machadinho do Oeste (1.432).
Já em termos proporcionais, considerando a relação entre o tamanho do município e a quantidade de focos de calor, os campeões foram: São Francisco do Guaporé, Costa Marques, Buritis, Cujubim e Alto Paraíso. Nesta relação proporcional, Porto Velho cai para a 12ª posição no ranking de municípios com mais queimadas. Já São Francisco do Guaporé registrou proporcionalmente um índice muito elevado, tendo quase dez vezes mais focos de calor que o segundo colocado, Costa Marques.
O relatório aponta que 19% das áreas com queimadas estão em projetos de assentamento. Destes, os cinco assentamentos que mais tiveram focos de calor são: Conceição (em Costa Marques), Pau D'arco (Porto Velho), Renascer (em Cujubim), Gogó da Onça (São Francisco do Guaporé) e Igarapé Azul (Nova Mamoré).
Já as unidades de conservação federais e estaduais representaram 12% dos focos de calor registrados em 2007. A Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, nos municípios de Porto Velho e Buritis, teve 1.208 focos de calor. A Reserva Extrativista (Resex) Rio Jaci-Paraná, localizada na divisa dos municípios de Porto Velho, Buritis e Nova Mamoré, teve 1.018 focos de calor. Estas unidades de conservação são fiscalizadas pelo Ibama e Sedam, respectivamente.
As terras indígenas tiveram 2% dos focos de calor registrados no ano passado. As que mais tiveram queimadas foram: Massako (150 focos de calor), Uru Eu Wau Wau (133) e Karipuna (106). A soma das duas primeiras representou 58% dos focos de calor registrados em terras indígenas.
O relatório de focos de calor também fez um cruzamento entre as áreas afetadas pelo fogo e o Zoneamento Sócio Econômico e Ecológico (ZEE). O resultado constatou que 68% dos focos de calor aconteceram em áreas de uso agrícola e 18% em áreas de conservação e de manejo florestal.
Pela análise dos dados das queimadas, há uma relação direta entre fogo e estradas. Segundo o relatório, quanto mais próxima da malha viária, maior a incidência de focos de calor. As queimadas com distância de até dois quilômetros das estradas contabilizaram 19.972 focos de calor, o que representa 67% do total analisado. Entre dois e cinco quilômetros de distância das estradas, foram 6.116 focos registrados, perfazendo 20,6%. De cinco a dez, 2.149 focos de calor. Já de dez a vinte quilômetros, foram registrados 832 focos e acima de 20 quilômetros de distância das estradas, 587 focos.


Artigo

Dia dos namorados ou dos ‘ficantes’?

*Ricardo Sá

Recentemente, dois amigos me contaram suas experiências amorosas. O mais jovem me disse que havia “ficado” com alguém, que não sabe ainda o que quer, que sabe menos ainda se vai continuar “ficando”, deixando para decidir semana que vem. Até o Dia dos Namorados tem tempo.
O outro, mais vivido, revelou que estava chocado em relação às mulheres. Das últimas dez mulheres com quem ele havia mantido relações sexuais, oito nem se importaram em usar camisinha. Estava impressionado com o comportamento descuidado e competitivo que ele havia encontrado naquelas parceiras. Preocupado, afirmou com suspirosa esperança que vai continuar sua busca, nada fácil, pela companheira ideal.
A fim de dar um rumo à nossa conversa, ao primeiro eu recomendei que cuidasse para não ficar se agarrando por aí; que namoro é época de conhecimento mútuo, exercício de amizade e aprendizado sobre o amor. Ele sorriu, sem saber como continuar a conversa. Parecia meio desconcertado, sem ter a mínima idéia do que eu estava falando. Simplesmente, mudou de assunto.
Ao mais experiente, falei de Deus e do perigo que cercava seu futuro incerto. Nossa conversa tomou o rumo da realização afetiva, e eu deixei claro que não haveria muito tempo assim para experimentar tanto e tantas. Ele prometeu pensar no assunto e fez ares de desconforto. Deve ter seguido seu caminho sem vontade de repensar sua trajetória.
Em um breve encontro, os dois amigos deram a mais clara demonstração de individualismo. Sem dúvida, esse é um dos maiores males que trucidam o restinho do sentido da vida. Além disso, parece que existe aquela equivocada consciência de eternidade. Isto é, o homem vive como se fosse deus; como que se fosse eterno e absoluto proprietário de sua vida.
Individualismo e falso senso de imortalidade. Relacionamentos superficiais e falta de educação religiosa. Ausência de Deus e frágeis laços familiares. Carência afetiva e as doenças das emoções. Afinal, quando é que vamos conversar sobre o que está realmente acontecendo?
Enquanto isso não acontece, a maioria prefere não ficar sozinha. “Ficando” com alguém, nossos filhos, amigos e tanta gente querida seguem suas estradas multiplicando a solidão. Já não comemoram o Dia dos Namorados, mas o dia dos ‘ficantes’ perdidos.
(Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada)

* O autor é músico e membro da comunidade Canção Nova (www.cancaonova.com)

Cassol reúne-se com Ministro do Meio-Ambiente em Brasília

Porto Velho (Decom) - No final da tarde de terça-feira (10) o governador Ivo Cassol, acompanhado do senador Expedito Júnior e do deputado federal Moreira Mendes, reuniu-se com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em Brasília. Foi o primeiro contato pessoal entre os dois, e o resultado foi positivo, segundo Cassol.
Segundo o governador “devido a declarações do ministro antes mesmo de tomar posse oficialmente, ficou a impressão de que, além de não conhecer a realidade da Amazônia, iria continuar prejudicando os interesses de Rondônia”, mas esta impressão foi desfeita após a reunião.
Durante mais de uma hora foram tratados assuntos pertinentes ao desenvolvimento sustentável do estado, inclusive parcerias entre o Ministério e o Governo para resolver as questões de fiscalização ambiental e manejo sustentável da floresta.
“Nós mostramos ao ministro que o Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, possui um excelente controle de monitoramento do desmatamento no estado, que nós estamos fiscalizando e combatendo com rigor. Os números que o INPE divulgou recentemente estavam errados, e isso foi comprovado mais tarde, não somos bandidos”, disse Cassol durante a reunião, criticando a “Operação Arco de Fogo”, que fechou madeireiras e causou grande desemprego no estado e praticamente parou o município de Machadinho D’Oeste.
O governador também explicou, para surpresa de Carlos Minc, que desde o início de seu primeiro mandato, em 2002, encaminhou propostas de parcerias ao Ministério, mas nunca firmou qualquer convênio, pelo contrário, e que Rondônia jamais recebeu recursos nesta área, pois tudo o que foi feito no setor ambiental foi com recursos próprios da administração estadual.
Ficou acertado que o Governo do Estado encaminhará projetos de parceria na área ambiental para trabalhos em conjunto de fiscalização, preservação e desenvolvimento sustentável da floresta. “Este primeiro encontro serviu para nos conhecermos pessoalmente, vamos trabalhar em conjunto para o desenvolvimento do estado respeitando as leis ambientais” finalizou Cassol
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