
Nesta
terça-feira, 11 de setembro, é comemorado o Dia Nacional do Cerrado. A
Embrapa Cerrados, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
localizada em Planaltina (DF), em sintonia com as demandas da sociedade
atual que busca, cada vez mais, o desenvolvimento sustentável deste e
dos demais biomas brasileiros, desenvolve e participa de projetos de
pesquisa cujo foco são os sistemas sustentáveis de produção.
É o caso do Projeto GeoCerrado,
Modelagem de variáveis geoambientais para a caracterização de Serviços Ambientais no Bioma Cerrado.
O objetivo do projeto é desenvolver uma ferramenta que busque subsidiar
o ordenamento territorial com foco em sistemas de produção
sustentáveis, ou seja, visa ao uso do território com boas práticas de
manejo. Essa abordagem baseada em serviços ambientais possibilita
equilibrar interesses concorrentes, como conservação versus uso,
apoiando a melhor forma de gerenciar os recursos naturais e a produção
agropecuária no âmbito do conceito de sustentabilidade.
O desafio está em lidar com a extensão e complexidade do Cerrado, que
ocupa cerca de 207 milhões de hectares e é um mosaico de diferentes
tipos de geologia, solo, vegetação e usos da terra, distribuídos em
paisagens heterogêneas, fortemente condicionadas pelo clima, regime
hídrico e formas de relevo. O projeto está avaliando quase a metade
dessa área total nas seis ecorregiões de estudo, as quais foram
selecionadas de acordo com a variabilidade ambiental e os eixos de
expansão da agropecuária.

As
ecorregiões selecionadas foram as seguintes: 1) Planalto Central,
representando a região central do bioma (escolhida como unidade piloto
do projeto), 2) Chapadão do São Francisco, transição Cerrado/Caatinga,
3) Paraná-Guimarães, transição Cerrado/Pantanal e transição Cerrado/Mata
Atlântica, 4) Jequitinhonha, transição Cerrado/Caatinga e transição
Cerrado/Mata Atlântica, 5) Bananal, transição Cerrado/Amazônia e 6)
Parecis, transição Cerrado/Amazônia (ver figura).
Como o desafio do projeto envolve variáveis e processos espacialmente
distribuídos e inter-relacionados, a abordagem metodológica apoia-se na
modelagem espacial usando Sistemas de Informação Geográfica e aporte
Geoestatístico. “Baseados em critérios estratificadores de paisagem foi
selecionada para cada ecorregião uma bacia representativa. É nesse nível
de análise que o modelo Geoambiental será concebido, aplicado e
validado com o propósito de extrapolação para outras áreas do bioma”,
explica a pesquisadora da Embrapa Cerrados Adriana Reatto, líder do
projeto.
De acordo com a pesquisadora, o projeto GeoCerrado tem como princípios
apoiar na certificação do processo de produção de um determinado
produto, na construção de políticas públicas como o Zoneamento Ecológico
Econômico (MMA) e o Zoneamento de Risco Climático (Mapa) e, também,
busca subsidiar instituições responsáveis por fomentar o crédito
agrícola de forma orientada.
Programação da semana – Nesta terça-feira (11), às
18h30, foi aberta na Biblioteca do Senado Federal a exposição “Cerrado
Vivo”, com fotos de empregados da Embrapa Cerrados. Além da exposição
fotográfica, também estão sendo apresentadas tecnologias desenvolvidas pela
Unidade que contribuem para o uso sustentável do bioma. A mostra ficará
disponível para visitação pública até o dia 28 de setembro.
Já na quinta-feira (13), às 15h30, será realizada no auditório Petrônio
Portela, do Senado Federal, uma audiência pública para discutir a
realidade do bioma Cerrado. O debate contará com a presença do
presidente da Embrapa, Pedro Arraes. Os dois eventos estão sendo
organizados pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e
Fiscalização e Controle (CMA) do Senado Federal.
Juliana Caldas (4861/DF)
Jornalista da Embrapa Cerrados
juliana.caldas@embrapa.br
(61) 3388 9945