quarta-feira, 16 de julho de 2008

Notícias de Rolim de Moura

Creche vai ampliar atendimento

Gabinete da Prefeitura/Assessoria de Imprensa

Já se encontra em fase final as obras de ampliação da Creche Municipal Menino Jesus. A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Neide de Lima Raimundo esteve inspecionando os trabalhos, tendo em vista que logo ao término dos serviços, a Prefeitura pretende de imediato ampliar o atendimento de internos naquela unidade educacional-social.
De acordo com a secretária, a Creche vai contar com mais três berçários, duas salas de aulas, espaço coberto para lazer, amplo refeitório, setor administrativo, cozinha e lavanderia. Afirmou ela, que todas estas dependências contarão com modernos equipamentos.
A secretária salientou ainda que visando resolver o drama das mães trabalhadoras durante o período de recesso escolar, a creche se encontra funcionando normalmente durante o período de férias escolares. Concluiu afirmando que todos os esforços estão sendo desencadeados pela Prefeitura no sentido de garantir atendimento eficaz e dignidade a clientela da creche.


Proposta permite operação provisória de rádio e TV

Brasília (Newton Araújo Jr/Agência Câmara) - O Projeto de Lei 3337/08, do deputado Silas Câmara (PSC-AM), autoriza as emissoras de rádio e televisão que obtenham outorga do Poder Executivo a operar em caráter provisório até a apreciação do ato de outorga pelo Congresso Nacional. A proposta altera a Lei 4.117/62.
As outorgas e renovações de concessão, autorização e permissão de serviço de radiodifusão são concedidas pelo Executivo, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para produzir efeitos legais. Silas Câmara observa que, embora a Constituição tenha estabelecido o prazo máximo de 90 dias para essa manifestação do Congresso, esse limite não é cumprido.
O parlamentar cita o relatório parcial da subcomissão especial da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, segundo o qual o tempo médio de tramitação no Legislativo dos processos de autorização para prestação do serviço de radiodifusão comunitária é de 320 dias.

Prejuízos

Embora considere imprescindível a análise do Congresso Nacional sobre os atos de radiodifusão, o deputado entende que o alongamento dos prazos de apreciação prejudica as emissoras, que têm seus processos de outorga submetidos a atrasos por razões alheias a suas próprias forças, sem que tenham concorrido para tal.
Na sua avaliação, a principal prejudicada, porém, "é a própria sociedade brasileira, que se vê impedida dos diversos efeitos positivos advindos da operação de novos canais de radiodifusão, como a geração de empregos e o acesso à pluralidade de programações".
Silas Câmara lembra que a Medida Provisória 2216/01 determinou que, uma vez autorizada a execução do serviço e transcorrido o prazo constitucional sem apreciação do ato de outorga pelo Congresso, a emissora comunitária tem a prerrogativa de operá-lo em caráter provisório. O parlamentar reclama que a MP não estende o benefício para as emissoras comerciais. O projeto, segundo ele, tem o objetivo de "suprir essa lacuna legal".

Tramitação


O projeto, que tramita em
caráter conclusivo, pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-3337/2008


Verbo Solto

A nova agenda quicando na boca do gol

* Luiz Weis



Começou com a lei da tolerância zero ao álcool sobre rodas. E disparou com a Operação Satiagraha.

É o debate sobre o direito individual e o interesse público no Brasil.

Está na imprensa, na internet e - muito - nas conversas.

Em nome do interesse público, dizem os críticos, impôs-se aos motoristas uma proibição draconiana, quando o Código de Trânsito Brasileiro já fixava limites razoáveis ao consumo de bebidas. Não é porque a norma não era cumprida que se precisava de outra. Com a agravante de praticamente forçar o cidadão a depôr contra si, o que a Constituição veda: quem recusar o teste do bafômetro vai para a delegacia.
Respondem os médicos: a lei mudou para melhor porque álcool é absolutamente incompatível com direção segura. E a prova de que melhorou – ou seja, de que o interesse público foi beneficiado – foi a grande redução do número de vítimas de acidentes de trânsito nos fins de semana desde que a lei seca entrou em vigor.
É fogo de palha, replicam os outros. Com o tempo, a fiscalização vai diminuir – e tudo vai acabar de novo em chope.
Não vai, não, é a tréplica. Milhares e milhares de motoristas estão aprendendo que podem curtir a noite, deixando o carro na garagem. A grande maioria deles já percebe que estão até no lucro – um estresse a menos.
Segundo lance. Em nome do interesse público – no caso, a repressão aos crimes de colarinho branco, que sangram o erário – apontam os liberais, a Polícia Federal, procuradores e juízes pintam e bordam, esquecidos de que, nas sociedades livres, mesmo os acusados dos piores delitos têm direitos assegurados: o de não ser humilhados pela presença da mídia no momento da captura; o de não ser manietados se aceitarem pacificamente a prisão; e o de recorrer a tantas instâncias judiciais quantas possíveis, e tantas vezes quantas necessárias, para recuperar a liberdade.
Os advogados do interesse público invocam o argumento da hipocrisia: os liberais não protestam quando pobre, preto, favelado vai em cana, com a delicadeza costumeira dos policiais, e nem sequer têm acesso a bons advogados para ir até o Supremo com o pedido de habeas-corpus.
E se é verdade que mais vale um culpado impune do que um inocente castigado, é verdade também que o que fica do esforço agora consistente de ir atrás dos ladrões de casaca não é a pirotecnia policial – que pode ser curada sem grandes problemas –, mas o enraizado senso impunidade dos tubarões – que a muito custo começa a ser desafiado, com os inquéritos e processos por crimes financeiros e fiscais.
Isso está longe de esgotar a discussão, nem era o que se pretendia aqui. A notícia – a grande notícia – é a discussão em si mesma, que transborda por toda parte. Já não era sem tempo.
Esse é um avanço a que a imprensa precisa se associar mais vigorosamente, e não só se abrindo ao mérito das controvérsias. A mídia parece que ainda não se deu conta de que “o desejo sufocante da sociedade por justiça real, ética e igualdade” (Eliane Cantanhêde, na Folha de hoje) muda intensamente a agenda do debate público nacional.
Como isso vem acontecendo é matéria que está quicando na boca do gol à espera de um finalizador. (Fonte: Observatório da Imprensa)

O autor é chefe das revistas "Superinteressante" e "IstoÉ", editor-assistente da "Veja", editor político e apresentador do programa "Perspectiva" da TV Cultura, editor nacional da "Visão" e editor de assuntos especiais da "Realidade". É autor, com Maria Hermínia Tavares de Almeida, de "Carro-zero e pau-de-arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime militar, in "História da Vida Privada no Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (org.), 1998, e do perfil político de Vladimir Herzog (sem título), in "Vlado — Retrato da morte de um homem e de uma época, Paulo Markun (org.), 1985. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Científico, em 1990. Sociologia da Comunicação. Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal "O Estado de S.Paulo". Entre outras atividades, foi redator- pela USP, onde lecionou ornalista, pós-graduado em Ciências Sociais.


Cassol participa da inauguração da Oficina do Programa Acreditar

Porto Velho (Decom) - Na tarde de segunda-feira, (14), o governador Ivo Cassol, acompanhado do vice João Cahulla, participou da inauguração da Oficina do Programa Acreditar – Programa de Qualificação Profissional Continuada, realizado na Faculdade Interamericana de Rondônia – Uniron, acompanhado do vice-presidente Henrique Valladares e do diretor de contratos Jose Bonifácio, ambos representantes da Construtora Noberto Odebrecht, empresa que vai construir a hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho, situada há poucos quilômetros rio acima da capital.
O programa tem o propósito de promover a inclusão de profissionais locais no mercado de trabalho, por meio da preparação de mão-de-obra em quatro áreas e dezesseis ocupações. Mais de 11 mil operários já se inscreveram nos cursos e mais mil já concluíram o módulo básico abordando as disciplinas, saúde, meio ambiente, segurança, psicologia e qualidade do trabalho.
Na ocasião, o governador ressaltou a importância da sua administração firmar parcerias como esta já realizada com a Odebrecht e Uniron, incluindo o Senai e a Prefeitura de Porto Velho para capacitar mãos-de-obra para trabalhar tanto nas usinas quanto em outros empreendimentos que estão sendo investidos no estado. Os cursos de capacitação serão oferecidos tanto para os adultos quanto para os jovens que estão em busca do primeiro emprego. “Estamos dando oportunidades para que os cidadãos do nosso estado possam oferecer uma vida digna às suas famílias”, declarou.
O governador demonstrou muita preocupação com a pós-construção das usinas e com a construção do Linhão que vai ligar Rondônia a São Paulo. Para ele se os dividendos não forem bem aplicados em prol da população o estado ficará sem condição de arcar com a saúde, educação, infra-estrutura e segurança que a população necessita, tendo em vista a quantidade de pessoas que vão imigrar para o estado em busca de trabalho. “As parcerias do estado é sempre uma via de mão dupla. Não podemos deixar nossa região desguarnecida”, afirmou o Governador.
Cassol aproveitou o momento para cobrar mais uma vez a construção do gasoduto de Urucum-Porto Velho, uma obra que além do o gás que vai abastecer o estado e uma parte do Brasil, vai gerar muitos empregos diretos e indiretos. Participaram ainda da inauguração, o senador Expedito Jr., o sub-procurador do Ministério Público, Ivo Benites; o presidente do Comércio e das Indústrias de Rondônia, Ayres do Amaral e demais autoridades do estado de Rondônia.

Incentivo Fiscal

Ainda durante a inauguração, o governador Ivo Cassol reafirmou o compromisso de continuar com o incentivo fiscal para as empresas que vierem investir no mercado de Rondônia, mas desde que estas, (as empresas) contratem mão-de-obra local, visando assim, à geração de emprego para os que residem no estado e o crescimento da economia estadual. “Temos que valorizar os cidadãos do nosso estado”, afirmou Cassol.


Jornal de Debates

CASO DANIEL DANTAS

As insinuações de um bilhete

*Luciano Martins Costa

Atenta à crise aberta no Judiciário pelo prende-solta que marcou nos últimos dias a chamada Operação Satiagraha, a imprensa não se aplicou muito em esclarecer as suspeitas de relações nebulosas do banqueiro Daniel Dantas com jornalistas. Em um dos documentos divulgados pela Polícia Federal, entre os papéis e registros eletrônicos do dono do Opportunity, apareceu um bilhete com referências a ações que o grupo deveria tomar, segundo Dantas, para "plantar" na imprensa notícias convenientes aos seus interesses. A exceção é Carta Capital, que em editorial assinado por Mino Carta se refere, em sua última edição, a "mercenários da imprensa escrita e falada" que, segundo afirma, aconselha e defende o controverso banqueiro.
O temperamento do veterano jornalista aconselha a considerar duas vezes os adjetivos que utiliza para se referir aos seus desafetos. A guerra escancarada entre Carta Capital e Daniel Dantas pode ter prejudicado a credibilidade da revista, muitas vezes acusada de mover uma perseguição doentia ao banqueiro. Mas a releitura de algumas das muitas capas dedicadas aos negócios escusos do dono do Opportunity revela que a revista de Mino Carta – ressalvada, se possível, a má prática jornalística de editorializar o noticiário – mostra que nenhum outro órgão da imprensa brasileira contribuiu tanto para trazer à luz o rastro de lama sobre o qual ele construiu seu império.

Seleção conveniente de perguntas

As vinte questões apresentadas por Veja que, segundo o semanário de maior circulação do País, Dantas ainda precisa esclarecer, são muitas mais. A revista da Editora Abril produziu uma seleção conveniente dos casos cabulosos que fazem de Daniel Dantas um símbolo das piores perversões da relação entre o Estado e o capitalismo brasileiro. Da mesma forma, a reportagem de Época, embora mais alentada, segue a mesma trilha já selecionada pelos grandes jornais desde a deflagração da Operação Satiagraha. Alguns detalhes do noticiário merecem reflexão adicional.
Um deles se refere à carteira de clientes do Opportunity. Por mais aceitável o argumento de que o banco atua sob licença das autoridades monetárias, entre elas a Comissão de Valores Mobiliários, deveria atiçar a curiosidade dos jornalistas o fato de algumas personalidades e instituições – como o instituto Fernando Henrique Cardoso – manter relações com o banco de Daniel Dantas. Difícil aceitar que seja simplesmente pelo seu desempenho, uma vez que os fundos administrados pelo Opportunity não se destacam especialmente no cenário de alternativas do mercado. É certo que a empresa de avaliação de risco que monitora o banco destaca o chinese wall, ou separação entre a administração do banco e a gestão de recursos de terceiros, como confiável, e analisa favoravelmente a qualificação dos profissionais que cuidam das atividades do banco de investimentos. Mas não seria o caso de perguntar a alguns clientes por que mantêm relações com uma instituição cujo controlador freqüenta mais o noticiário policial do que os cadernos de negócios?

Plantações e assessoria de imprensa

Outra questão, suscitada pelo bilhete no qual Daniel Dantas praticamente determina que informações de seu interesse sejam publicadas pela imprensa, é a relação entre as assessorias de comunicação e a mídia. A arrogância que transparece na certeza de Dantas de que as notícias que considera convenientes serão "plantadas" na mídia leva necessariamente – ou deveria levar – a alguma curiosidade sobre as relações entre o Opportunity e as redações, mediadas por sua assessoria de imprensa. Se, como insinuam alguns jornais, o banqueiro pode ter chegado a chantagear o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para convencê-lo a não substituir o presidente da Comissão de Valores Mobiliários, que tipo de argumento lhe daria tanta convicção de que sua vontade seria atendida pela imprensa?
Uma leitura cuidadosa do material publicado nos últimos dias pode lançar dúvidas sobre a origem de algumas notícias. A primeira delas – que precisou ser desmentida três vezes para deixar as páginas dos jornais – foi a especulação de que o juiz Fausto Martin de Sanctis teria autorizado a Polícia Federal a bisbilhotar as comunicações do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Outro material que tende a favorecer o banqueiro é a busca de erros gramaticais no inquérito, texto que vazou da imprensa para a internet e se reproduziu tão rapidamente que seria candura demasiada afastar a hipótese de uma ação organizada. Para Dantas, é fundamental desmoralizar o delegado que o acusa.
Já se discutiu muito, também neste Observatório, se assessoria de imprensa é jornalismo. É bem aceita a tese de que, na função de assessor de imprensa, o profissional de comunicação não pratica jornalismo. Considerando-se que a missão do jornalista é perseguir a verdade por inteiro, é razoável afirmar que uma das funções do assessor de imprensa é convencer a mídia a destacar os aspectos da verdade que interessam ao seu cliente.

Gestão de crise permanente

No caso de Daniel Dantas, o indigesto trabalho de sua assessoria equivale à gestão de uma crise permanente, pela freqüência quase ininterrupta com que ele protagoniza o lado obscuro do noticiário. Resguardados os limites da ética, os assessores de Dantas têm merecido o que lhes paga o cliente. Mas a capacidade do banqueiro de produzir notícias negativas está acima das habilidades de qualquer profissional empenhado em preservar reputações.
O que nos compete observar é: a parte da imprensa que Mino Carta chama de "mercenária" – estaria engajada em seguir com ele até o fim? O lado saudável da imprensa, que predomina no noticiário em geral, não dá sinais de tolerância com aquele que é tido como o "gênio do mal", e é bastante possível que o império de Daniel Dantas não sobreviva à ação da Justiça. O temperamento temerário demonstrado pelo banqueiro deve manter de cabelos em pé seus aliados no poder que ainda têm cabelos. Dantas e sua entourage de consultores jurídicos formais e informais são capazes de postergar além dos limites legais uma decisão judicial que o desfavoreça, mas ele já não pode contar com a lealdade irrestrita de todos aqueles cuja consciência andou arrendando.
Os clientes do banco com menor tolerância para o risco seguem transferindo seus patrimônios para locais mais seguros. Se o personagem central desse escândalo não parece ter limites, é possível que se mostre sensível à perda de ativos. Nesse caso, é provável que venha a cobrar ações mais efetivas de seus aliados no poder e na mídia, para evitar que o prolongamento de sua exposição afete gravemente seus negócios. Como ninguém, no poder público ou na imprensa, vai fazer declarações explícitas de lealdade ao réu, a seqüência de movimentos deve ser mais sutil. Por essa razão, a imprensa vai precisar de todo o talento disponível para a investigação e para a filtragem do material que vem sendo "contrabandeado" para as redações.
O corsário está nu, seus asseclas vão sendo desmascarados na medida em que se revelam os detalhes da investigação policial. Sua capacidade de seduzir pelo dinheiro ou de convencer pela chantagem se desvanece. A ação da imprensa, mais do que nunca, vai ser determinante nos próximos capítulos dessa história escabrosa que desnuda as vísceras da nossa jovem democracia. (Fonte: Observatório da Imprensa)


* O autor é: Jornalista


sexta-feira, 11 de julho de 2008

CUT monitora informações sobre a tragédia envolvendo militantes do PT

Porto Velho (Assessoria/CUT/RO) - O presidente da CUT-RO e dois diretores do Sindicato dos Bancários, que estavam em Ji-Paraná na manhã desta sexta-feira, se deslocaram até Ouro Preto, onde buscaram informações na PRF e no Grupamento de Bombeiros de Ouro Preto e nos Hospitais Municipal e São Lucas, sendo que as informações disponíveis até às 12h30 são as seguintes:

Teriam embarcado no ônibus, da lista de 36 pessoas: 28 passageiros, mais o motorista e a esposa dele, totalizando 30 pessoas no ônibus; além do motorista do caminhão bi-trem de combustível;
Pelas conclusões iniciais dos bombeiros, o motorista do ônibus teria dormido ao volante e invadido a pista contrária, batendo de frente com o caminhão; tendo o ônibus se incendiado
Das 31 pessoas envolvidas no acidente: 14 sobrevieram; 14 faleceram; 3 não se saberia a situação em que estão;
A maioria das vítimas foi levada para Ji-Paraná; sendo que em Ouro Preto estão 5 pessoas internadas: Lurdes Santim e Erenita Ferreira (que estão em estado mais grave) e Diego Emiliano, Alcirnei Vagner e Francisco Reginaldo (estão em melhor estado). Lurdes Santin, segundo informações não confirmadas, seria ligada ao Gabinete da Presidência da República;
Os demais sobreviventes 1(André Luiz dos Santos) estão em Jaru e em Ji-Paraná.

Mesa do Senado não assume decisão de contratar 97 assessores

Brasília (Marcos Chagas/Agência Brasil) - A declaração do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), de que foi contrário à autorização para que senadores contratem mais um assessor, com salário de R$ 9.979,24, provocou declarações desencontradas de líderes e membros da Mesa Diretora. A medida, além de abrir a possibilidade de 81 novas contratações, sem concurso público, é extensiva aos gabinetes das lideranças dos partidos representados no Senado.
O quarto-secretário Magno Malta (PR-ES) insinuou que o presidente do Senado mentiu ao dizer que foi voto vencido. Irritado com a abordagem dos repórteres, Malta disse que não houve votação da Mesa Diretora.
“Não é verdade que a decisão foi tomada pela Mesa Diretora. Alguém está mentindo, não teve votação”, afirmou.
O terceiro-secretário César Borges (PR-BA) também tentou debitar o ônus da decisão ao senador Garibaldi Alves Filho. Apressado, o parlamentar falou rapidamente com os jornalistas, andando pelos corredores da Casa.
“Não houve votação da Mesa. Eu não conheço o projeto, vocês precisam saber qual é o projeto. Vocês estão sabendo do que estão falando?”, questionou o senador.
Diante da insistência dos jornalistas, César Borges disse que foi informado na reunião da Mesa “de que havia uma solicitação de todas as lideranças da Casa pedindo a criação de mais um cargo”.
"A Mesa, então, aquiesceu ao pedido das lideranças”, afirmou.
O segundo vice-presidente do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), revelou que na reunião de do dia 9 o primeiro-secretário Efraim Moraes (DEM-PB) teria colocado o assunto em pauta sob o argumento de que se tratava de um pedido das lideranças partidárias.
Álvaro Dias admitiu que nem todos os gabinetes necessitam de mais um assessor técnico em seus quadros. “Se um senador é mais atuante acho que é necessário mais um assessor, como também nos gabinetes das lideranças. Mas não são todos que precisam”, disse.
Procurado, o presidente do Senado afirmou que todos os seis membros da Mesa foram consultados e apoiaram a decisão de se criar mais um cargo. O senador reafirmou que foi uma decisão exclusiva da Mesa Diretora e não dos líderes dos partidos, e que colocou aos colegas a inconveniência em se aprovar a proposta.
“Não houve nenhuma votação formal, mas cada um pode ser ouvido, e o que se verificou foi que não encontrei nenhum amparo, nenhuma solidariedade para o meu ponto de vista”, afirmou.
Ele ressaltou que não há como voltar atrás da decisão, “a não ser que se desconsidere o que se disse [na reunião da Mesa]”.
Os líderes partidários ouvidos afirmaram que não tinham conhecimento de que esse assunto seria tratado agora. Eles revelaram que teriam atendido a um pedido do primeiro-secretário Efraim Moraes.
“Não me lembro de ter aprovado projeto nenhum. É possível. Mas se assinei foi porque o Efraim pediu”, disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), do mesmo partido do primeiro-secretário, também rebateu as declarações dos senadores da Mesa de que o ato seria uma reivindicação das lideranças. “Negativo. Os líderes assinaram um pedido há três meses, para o que aconteceu na Câmara [aumento da verba de gabinete] também acontecesse no Senado. Mas isso parou, não houve pressão dos líderes, foi uma decisão da Mesa”, afirmou.
O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), disse que assinou um documento sem saber do que se tratava. “Acho que tem um documento antigo que assinei, mas nem sabia o que era. Só soube disso hoje”, afirmou.
O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), também debitou a responsabilidade ao senador Efraim Moraes. “O Efraim veio atrás da gente [líderes] para colher as assinaturas [para aprovar a contratação de assessores]”, afirmou.
A assessoria de Efraim Moraes informou que o parlamentar encontra-se no sertão de seu estado, e por isso não teria como ouvi-lo.
As novas contratações vão representar um gasto adicional, por mês, nas contas do Senado, de R$ 900 mil. Por ano, essa despesa será de R$ 11,7 milhões.


Ênio volta à Câmara de Rolim de Moura

Rolim de Moura (Denis Farias/rolnews.com) - O vereador de Rolim de Moura, Enio Reinicke do PMDB, cassado por infidelidade partidária, conseguiu retornar ao cargo na segunda-feira, data em que estava marcada a posse de seu sucessor. Juizes do TRE aceitaram o pedido de efeito suspensivo da decisão que no dia 17 do mês passado, tirou o parlamentar do cargo. Ariomar Teles, primeiro suplente da coligação que elegeu Enio e autor do processo, nem mesmo chegou a ocupar o gabinete.
José Antônio, presidente da mesa diretora da Câmara, havia marcado a posse de Teles para as 14h30 daquele dia. Os documentos da Justiça Eleitoral chegaram antes e evitaram a troca de vereadores. Ao Diário da Amazônia, Enio disse que ficou feliz com a agilidade da decisão e que agora quer voltar ao trabalho com tranqüilidade. “Devo ficar no cargo até que julguem o mérito do recurso que pede a revisão do meu processo de cassação. Até lá, vamos respirando”, comentou.
O mandato de Enio havia sido devolvido ao partido que o elegeu, o PTN, por uma decisão unânime da corte do TRE, que levou em conta a resolução 22.610 do TSE, que fala sobre a infidelidade partidária. O documento diz que o mandato pertence ao partido e não ao candidato. O vereador deixou a sigla apenas três meses depois de ter tomado posse como vereador, em janeiro de 2005. Mais tarde entrou no PSL e em setembro do ano passado, se filiou ao PMDB.
Ariomar Teles, que deveria assumir como vereador no lugar de Enio, não foi encontrado para comentar a decisão. Na seção de segunda, a Câmara recebeu o pedido de afastamento do vereador Beto Moura, também do PMDB. O parlamentar solicitou 120 dias fora da casa, para tratar de assuntos particulares. Em seu lugar, segundo o presidente da mesa, foi convocado para posse já na quarta-feira, o suplente, empresário “Maurílio do Posto de Molas”.

Cooperativa perde 12 mil litros de leite

Rolim de Moura (Denis Farias/rolnews.com) - Diretores da Cooperativa Agropecuária dos Produtores de Leite de Rolim de Moura (Coaprolim), prometem entrar na Justiça para reaver os prejuízos provocados pela falta de energia elétrica nas propriedades rurais no último domingo (06). Segundo membros da entidade, quase 12 mil litros de leite tiveram ser jogados fora nesta segunda-feira, porque estavam azedos. O fornecimento de eletricidade de praticamente toda a região foi cortado às 06h e só retornou às 13h30.
O período de sete horas e meia sem refrigeração, segundo o presidente da cooperativa, Eurides dos Santos Batista, foi responsável pela perda de qualidade do leite. Os resfriadores não conseguiram suportar o apagão e quando o caminhão que leva o produto até os laticínios chegou, já era tarde. “É um absurdo o que fizeram com o produtor. Eles dizem que avisaram nas rádios nos jornais, mas aqui ninguém ficou sabendo de nada”, reclama o produtor.
Batista diz que o prejuízo contabilizado até agora passa de nove mil reais, dinheiro que a Coaprolim não pretende perder. Advogados da entidade já estariam preparando uma ação indenizatória pela perda do leite. Segundo o secretário da cooperativa, Adelício Becker, a estimativa regional do que não foi aproveitado pelos laticínios posse passar de 80 mil litros. Empresas como a Condesa, que produz leite condensado e a Mariela, que faz queijo mussarela, ainda estariam contabilizando os prejuízos.
Da carga dos três caminhões de leite da cooperativa – 18 mil litros -, que diariamente passam nas propriedades recolhendo a produção, Becker diz que conseguiu salvar parte, vendendo o produto por um preço abaixo da tabela. Os níveis de acidez já estavam acima do permitido para o consumo direto. “Como somos um grupo, o prejuízo terá que ser distribuído para os cooperados. O valor da perda de cada um pode representar o mesmo que ele paga de energia por mês”, explicou.
Nesta terça-feira, vereadores do município ligados à entidade, solicitaram do escritório local da Ceron explicações para o apagão deste domingo. O ofício também pede para que a manutenção na rede de distribuição de energia seja feita sempre no período da tarde, para evitar mais prejuízos. O coordenador da unidade negócios da empresa não foi encontrado para falar sobre o problema. Segundo servidores da companhia, ele está em viagem pela região.

Campanha educativa no “fora de época” quer conscientizar foliões

Porto Velho (Decom) - Durante o período de folia, o Departamento Estadual de Trânsito - Detran-RO, em parceria com a Semusa e bloco Maria Fumaça está realizando uma campanha educativa para os motoristas e foliões da capital. Durante a realização do Carnaval Fora de Época, nos dias 10, 11, 12 e 13 de julho, educadores e os agentes de trânsito, estarão na Avenida Jorge Teixeira realizando orientação de segurança no trânsito para os foliões presentes e distribuição de materiais educativos, e fazendo panfletagens, entregando adesivos com o dizer “Tolerância zero, no trânsito a lei é tolerância zero”, panfletos e camisetas e bonés com o tema da campanha sendo a seqüência do Carnaval do início do ano: "Se alguém convidar você para beber e dirigir pede para sair".
De acordo com o coordenador de Educação de Trânsito, Túlio Rogério de Souza, a campanha visa alertar sobre a nova Lei Seca, que proíbe o consumo de álcool antes de dirigir e que além de provocar acidentes, e ter grandes prejuízos financeiros, a irresponsabilidade do condutor pode acabar em tragédia. “O objetivo é orientar os motoristas sobre a segurança no trânsito”, destacou Túlio.
O diretor geral do Detran, Elenilton Eler, explica que os servidores da autarquia estarão na rua pra orientar os motoristas para não excederem no álcool e na velocidade, principalmente durante esse período. "As pessoas têm que ter consciência de que o trânsito é uma das maiores causas de morte no Brasil” finalizou.
Na última terça e quarta-feira, o Detran, juntamente com a Companhia de Trânsito, realizou blitz educativa, orientando motoristas sobre o perigo e a proibição do consumo de álcool antes de dirigir. As blitz aconteceram nas avenidas Carlos Gomes, Jorge Teixeira, Pinheiro Machado e Rio Madeira.